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Análise: não é conveniente para o Brasil se alinhar economicamente apenas com os EUA

Nova estratégia do governo Trump para a política externa pretende conter avanço da China, maior parceiro brasileiro

Economia|Do R7

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O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (5) que vai reajustar a presença militar global para focar na América Latina de modo duradouro. A nova estratégia da política externa dos Estados Unidos prevê a expansão da influência sobre a região. Washington também pretende conter a China, o principal parceiro comercial do Brasil.

Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Roberto Troster destaca o perigo que a ofensiva norte-americana representa para a América Latina. “Acho que estamos voltando um século no tempo, em que os Estados Unidos vinham e faziam o que queria”. Segundo ele, também não é conveniente para o Brasil se alinhar economicamente apenas com os norte-americanos.


China é um parceiro maior do que os Estados Unidos para o Brasil, diz economista Reprodução/Record News

“Hoje a China é um parceiro maior do que os Estados Unidos e temos mais comércio, exportamos mais, importamos mais de lá. O Brasil tem até déficit com os Estados Unidos”, afirma. O especialista pontua que a pressão do tarifaço de Trump só contribui para aproximar os mercados brasileiro e chinês.

Para Troster, as medidas “não fazem muito sentido” do ponto de vista econômico. “Se [Trump] aumenta as tarifas de importação, ele está fazendo pressão para a gente exportar mais para a China e não para os Estados Unidos. Está fazendo a política ao contrário do que ele está anunciando”, diz.

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