Análise: taxa Selic em 14% reduz atratividade da renda fixa brasileira
Economista Daniel Teles avalia perspectiva do mercado no Brasil para o investidor estrangeiro
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Na espera pela decisão da nova taxa básica de juros pelo Banco Central, o dólar abriu esta quarta-feira (5) em queda, cotado a R$ 5,11. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu e atingiu o patamar de 179 mil pontos. Para o economista Daniel Teles, existem dois movimentos “muito claros” acontecendo em relação ao investidor estrangeiro no Brasil.
“A renda fixa brasileira perde um pouco de atratividade, por mais que seja uma das maiores rendas fixas do mundo, pagando 14% [de taxa Selic] ao ano. A gente está falando de praticamente 9,5% de juros real. Quando você tem um juro real extremamente atrativo, você acaba captando recurso via Tesouro Direto, investidor institucional, grandes bancos, grandes gestores. Eles às vezes pegam um crédito muito mais barato que em outros países e acabam comprando dívida brasileira”, diz em entrevista ao Conexão Record News.
Ele explica que o movimento é de antecipação. “Quanto mais investidores estrangeiros entrando no Brasil, acontece exatamente isso. A gente vê o dólar dando um certo alívio ali, caindo, e a Bolsa reagindo bem a essa entrada de capital estrangeiro. Por mais que isso já estivesse em certa parte precificado, quanto menores forem os juros, é onde esse investidor institucional tende a buscar os melhores retornos.”
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