Análise: trégua tarifária entre EUA e China traz equilíbrio comercial para o mundo
Países entraram em acordo para redução das barreiras tarifárias em US$ 60 bilhões; não há impacto para o Brasil, opina especialista
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A China e os Estados Unidos entraram em um acordo para reduzir as tarifas impostas em mercadorias importadas entre os países. A medida vale para uma variedade de produtos, entre eles o milho norte-americano e os cosméticos, eletrodomésticos e brinquedos chineses, representando US$ 60 bilhões em mercadorias.
Para os Estados Unidos, a medida significou desbloquear mercado para cerca de 30% das mercadorias para o país asiático. O economista e professor da Faculdade do Comércio Rodrigo Simões analisou os impactos da medida para os países, durante o Conexão Record News desta segunda-feira (28).
“A princípio, se a tarifa for zero nesses itens e nesse conjunto de valores de US$ 30 bilhões [para cada lado] que os países importam e exportam, aproximadamente reduzirá as tarifas em até US$ 4,5 bilhões, ou seja, esse é um valor que os cofres chineses e americanos do governo não arrecadariam, as empresas não precisariam pagar esse tipo de imposto para importar ou para exportar, e isso também impacta muito menos na inflação de ambos os países. Não prejudica o consumidor chinês e também não prejudica o consumidor americano. Parece que estão aprendendo a entender que cobrar tarifa é uma barreira tarifária”, argumentou.
Para o Brasil – principal concorrente dos Estados Unidos com relação à carne bovina, por exemplo – Simões analisa que o impacto é muito limitado, pois o país continua sendo o principal fornecedor para a China, por conta da competitividade dos preços brasileiros no agronegócio internacional, qualidade dos produtos e câmbio favorável.
“Então, acho que, mesmo nesse negócio entre eles, entre Estados Unidos e China, traz para o mundo um equilíbrio comercial, mas, para o Brasil, acho que não impacta nada; a gente continua sendo competitivo e tem demanda ainda para a gente poder exportar muito mais”, finalizou.
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