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Analistas apontam inflação acima do teto da meta em 2014, diz Banco Central

Projeção do IPCA neste ano atingiu 6,51%, segundo boletim Focus divulgado nesta terça (22)

Economia|, com Agência Brasil

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Alimentação vem sendo um dos setores com maior alta neste ano
Alimentação vem sendo um dos setores com maior alta neste ano

A projeção para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014 estourou o teto da meta, limite definido em 6,5%. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta terça-feira (22) pelo BC (Banco Central), o índice saltou de 6,47% para 6,51% entre uma semana e outra.

Há quatro semanas, a estimativa era de 6,28%. Para 2015, a previsão ficou estável 6,00%. Há quatro semanas, a expectativa era de 5,80%.


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A previsão de inflação para os próximos 12 meses à frente subiu de 6,12% para 6,07%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 6,20%.


Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2014 no cenário de médio prazo também estourou o teto da meta ao passar de 6,49% para 6,59%. Para 2015, a previsão dos cinco analistas recuou de 6,27% para 6,00%. Há quatro semanas, o grupo apostava em altas de 6,57% para 2014 e 6,00% para 2015.

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Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA de abril aumentou de 0,69% para 0,80%. Há quatro semanas, estava em 0,60%. Para maio, a projeção subiu de 0,45% para 0,47%.

Taxa básica de juros


A previsão para a Selic média em 2014 ficou estável em 11,06%. Para 2015, passou de 12,01% para 12,00%. Há quatro semanas, estavam em 10,94% e 11,83% ao ano, respectivamente. Nas estimativas do grupo Top 5 da pesquisa a previsão para a Selic no fim de 2014 ficou estável em 11,88% ao ano e, para 2015, permaneceu em 13% pela terceira semana consecutiva.

Há quatro semanas a projeção era, respectivamente, 11,75% ao ano e 12,00%. A taxa básica de juros está em 11% ao ano desde a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorreu em abril.

Crescimento da economia

A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, caiu de 1,65% para 1,63%. Há quatro semanas, a estimativa para 2014 era 1,70%. Há oito semanas, a estimativa para 2015 segue em 2%. Essas projeções fazem parte da pesquisa semanal do BC a instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

A projeção para a expansão da produção industrial, por sua vez, subiu de 0,70% para 1,40%, este ano, e segue em 2,95%, em 2015. A previsão para o superávit comercial (saldo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 3 bilhões para US$ 3,02 bilhões, em 2014, e continua em US$ 10 bilhões, no próximo ano.

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Já a perspectiva para o saldo negativo em transações correntes (registros de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 77 bilhões para US$ 77,05 bilhões, este ano, e foi mantida em US$ 75,6 bilhões, em 2015.

Dólar

Por fim, a projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 2,45, em 2014, e passou de R$ 2,53 para R$ 2,51, no próximo ano. A expectativa das instituições financeiras para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permanece em US$ 60 bilhões neste ano, e em US$ 55 bilhões, em 2015.

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