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Anbima espera crescimento de ativos sob gestão de milionários em 2015

Economia|Do R7

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A perspectiva de crescimento negativo da economia este ano não deve ter impacto no mesmo sentido sobre o volume total de ativos sob gestão em casas especializadas em orientar aplicações de milionários. O diretor da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) e presidente do comitê de Gestão de Patrimônio, Richard Zilliotto, estima que as dificuldades devem levar mais clientes a buscar os serviços especializados de consultoria financeira e que, somado à expectativa de elevação no ingresso de mais casas à estatística, esse volume cresça este ano.

"O crescimento negativo, conforme prevemos em torno de 1,5%, evita que haja geração de riqueza ou destrave de riquezas na economia, mas, por outro lado, o ambiente de pressão inflacionária, risco político e com questões relacionadas ao crédito chamando a atenção, os serviços de consultoria oferecidos pelo segmento de gestão de fortunas são mais procurados" disse Zilliotto em conversa com jornalistas para apresentar os números de 2014 do setor.

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Estatística do segmento feita pela Anbima com base em 17 gestoras de patrimônio, também conhecidas como family offices, mostrou crescimento de 0,2% nos ativos sob gestão para R$ 64,536 bilhões em relação a dezembro de 2013. "Somos bastante otimistas com o número, em ambientes de pouca visibilidade as consultorias geram atração", acrescentou. De acordo com ele, em termos patrimoniais e envolvendo as outras classes de ativos, esses detentores de fortunas possuem em média R$ 20 milhões.

Zilliotto destacou também o crescimento de 29,7% das aplicações em títulos privados nas carteiras administradas, de R$ 9,8 bilhões em 2013 para R$ 12,7 bilhões em 2014, como reflexo de um cenário macroeconômico incerto e atípico por conta das eleições.

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De acordo com o diretor da Anbima, a grande parte das aplicações em títulos privados esteve em títulos isentos, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito Agrícola (LCA) e os emitidos sob a Lei 12.431, das debêntures de infraestrutura, por aliar o baixo risco com a isenção do Imposto de Renda.

A migração dos recursos, neste caso, foi originada principalmente dos fundos multimercados - que perderam participação de 31,9% para 25,6% nas carteiras. A participação da renda fixa cresceu, em contrapartida, para 40,1% em 2014, de 33,6% em 2013.

Mas ele acredita que, com a Selic chegando a 13% este ano, gestores possam tirar valor desse momento olhando para um futuro em que o governo consiga implementar uma boa lição de casa. "Sendo que "os fundos multimercados são o veículo que normalmente têm bom desempenho em movimentos de queda de taxa", observa.

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