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Aneel aprova regras e preços-teto para leilão de energia A-4 em 28 de junho

Economia|Do R7

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(Reuters) - A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou em reunião nesta terça-feira o edital do próximo leilão de energia A-4, que em 28 de junho contratará novas usinas de geração para entrada em operação a partir de 2023, bem como os preços-teto para a licitação.

O certame, que visa atender à demanda futura das distribuidoras, que atendem os consumidores finais, oferecerá aos projetos vencedores contratos de longo prazo a partir de preços-teto que devem cair em meio à competição entre os investidores pelos negócios.

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As usinas à biomassa terão o maior preço inicial da licitação, a 311 reais por megawatt-hora, contra 329 reais por MWh no último certame A-4, realizado em abril do ano passado.

Os projetos hidrelétricos terão preço-teto de 288 reais, contra 291 reais no ano passado.

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Para os parques eólicos o preço inicial será de 208 reais, contra 255 reais no leilão anterior, enquanto para as usinas solares o teto será de 276 reais, contra 312 reais antes.

As usinas hídricas vencedoras assinarão contratos de 30 anos, enquanto as demais fontes terão contratos de 20 anos.

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Todos os empreendimentos serão contratados na modalidade por quantidade de energia, em que as usinas se comprometem com a entrega de uma produção específica, à exceção das usinas à biomassa, que terão contratos por disponibilidade.

Projetos já outorgados e com contratos também poderão participar do certame, mas deverão negociar a preços mais baixos.

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Para as hidrelétricas existentes, o teto será de 156,56 reais ou 225,37 reais no caso de pequenas usinas hídricas (PCHs ou CGHs). As eólicas com contrato terão preço inicial de 173,08 reais.

Estão cadastrados para o leilão A-4 um total de 1.581 projetos, que somam capacidade total de 51,2 gigawatts. O predomínio é de solares e eólicas, com 751 empreendimentos cada e, respectivamente, 26,2 GW e 23,1 GW.

No ano passado, no entanto, o certame contratou usinas com um total de 1 gigawatt em capacidade, com a demanda afetada por uma economia ainda em lenta recuperação no Brasil.

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(Por Luciano Costa, de São Paulo)

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