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Aneel: é cedo para mensurar impacto do leilão em tarifas

Economia|Do R7

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) considera que ainda é muito cedo para saber o real impacto do leilão de energia (A-0) realizado nesta quarta-feira, 30, nas contas de luz, mas o diretor da agência Romeu Rufino explicou que. no caso das empresas que ainda devem passar pelo reajuste tarifário anual, o valor dos contratos já deve ser incluído no cálculo e pode gerar como impacto uma alta maior do que a esperada inicialmente.

Isso porque no caso das empresas que passaram pelo reajuste até agora, a Aneel considerou na composição do custo com energia o valor do mix de contratos existentes mesmo para o montante de energia descontratada. Conforme Rufino, esse valor é da ordem de R$ 160/MWh, abaixo dos R$ 268,33/MWh. No caso das empresas que ainda passarão pelo reajuste os contratos celebrados hoje serão incluídos no cálculo do custo da energia, gerando um valor maior dependendo do montante contratado.

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Questionado sobre casos específicos, Rufino afirmou que para AES Eletropaulo o impacto deve ser pequeno porque a empresa tinha baixa descontratação. Já para Copel, o impacto deve ser maior. "A Copel deve ter sido a maior compradora do leilão", disse. Dados sobre os volumes contratados por distribuidora ainda não foram divulgados. A Câmara de ComercialIzação de Energia Elétrica (CCEE), responsável pelo leilão, deve disponibilizar a lista ainda hoje.

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, no entanto, salientou que a contratação de energia estabelecida pelo leilão desta quarta-feira é um benefício para o consumidor. "Hoje é um dia que o consumidor tem que comemorar", disse. Ele leva em consideração que com a redução da exposição das distribuidoras, em vez de continuar comprando altos volumes de energia ao preço do mercado spot, hoje na casa dos R$ 822, as empresas passarão a pagar um valor quase três vezes menor.

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Nos reajustes de 2014, o valor da energia adquirida no mercado de curto prazo está represado e deve ser repassado para as tarifas só a partir do ano que vem.

Revisão

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Rufino reiterou que a agência pretende concluir ainda neste ano a metodologia para o quarto ciclo de revisões tarifárias. "Pretendemos fechar o ano com a metodologia revisada para o próximo ciclo", disse. De acordo com ele, nos próximos meses, a Aneel deve abrir uma audiência pública sobre o assunto. Conforme lembrou, serão duas etapas de audiências. "Vamos cumprir rigorosamente os prazos", disse.

O quarto ciclo de revisões tem início em abril do ano que vem, quando a distribuidora cearense Coelce passa pela revisão de suas tarifas.

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