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Anglo American vê lucro subir em 2018; busca mais segurança após desastre da Vale

Economia|Do R7

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Por Arathy S Nair e Barbara Lewis

(Reuters) - A Anglo American divulgou nesta quinta-feira um lucro maior do que o esperado, impulsionado por preços mais altos de cobre e carvão, mas disse que nenhum desempenho financeiro "vale uma vida" e que seu maior desafio é eliminar o perigo em suas minas.

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A indústria de mineração está nos holofotes após a tragédia envolvendo uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), que abalou a confiança no setor em um momento em que os balanços das empresas se recuperavam de uma queda nos preços das commodities em 2015 e 2016.

Das grandes empresas, a Anglo American foi uma das mais atingidas pela queda do mercado de commodities e a que teve a mais forte recuperação.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Anglo American em 2018 aumentou 4 por cento, para 9,16 bilhões de dólares, e superou a estimativa média de analistas, de 8,7 bilhões, segundo dados do IBES, da Refinitiv.

Enquanto investidores se concentram na sustentabilidade, o CEO Mark Cutifani disse que a Anglo American é líder do setor e apoiou pedidos da BHP por um órgão independente para supervisionar as barragens de rejeitos que armazenam volumes cada vez maiores de resíduos gerados pela mineração.

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"Nenhum grau de desempenho financeiro vale uma vida", disse Cutifani em um comunicado. "Nossa determinação em alcançar e manter o dano zero é o nosso desafio mais urgente."

"Creio que nós estamos no caminho certo, mas precisamos ir mais rápido", acrescentou, em teleconferência com jornalistas.

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Em 2018, cinco trabalhadores da Anglo American morreram em incidentes de segurança. A empresa também suspendeu as operações em uma mina de carvão na Austrália depois que um trabalhador morreu e vários ficaram feridos na quarta-feira.

A lucratividade da Anglo American foi impulsionada por preços mais altos de algumas de suas commodities, notadamente cobre e carvão, além de melhorias de eficiência.

A companhia está desenvolvendo uma mina no Peru e está explorando no Brasil, onde Cutifani disse que a Anglo está avaliando os resultados de perfuração em cobre.

Perguntado se o desastre da barragem do Vale tornaria mais difícil para as mineradoras operar no Brasil, Cutifani disse que a legislação sobre rejeitos deve ficar mais rigorosa, mas o Brasil ainda se manterá atraente.

"Não esperamos que haja alterações a ponto de mudar nossa visão sobre o Brasil", disse ele.

(Reportagem adicional de Samantha Machado, em Bangalore)

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