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ANP aprova regras para maior transparência em preços do gás e derivados de petróleo

Economia|Do R7

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Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou duas resoluções relativas à transparência de preços-- uma que se refere aos principais derivados de petróleo, nos segmentos de produção, importação e distribuição, e outra ao gás natural, informou a autarquia nesta sexta-feira.

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A iniciativa, aprovada na véspera, é resultado de trabalhos iniciados pela ANP após uma histórica greve de caminhoneiros em maio do ano passado, contra os altos preços do diesel, que levou a agência a buscar promover maior acesso público a informações sobre o setor.

De acordo com a resolução sobre os derivados de petróleo, produtores e importadores dos principais deles, como gasolina e diesel, passam a ser obrigados a publicar os preços vigentes de venda dos produtos.

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Os valores de venda, bem como os praticados nos doze meses anteriores, deverão ser informados no site da própria empresa, sem tributos, para pagamento à vista, por ponto de fornecimento e modalidade de venda.

As regras entram em vigor 30 dias após a sua publicação no Diário Oficial da União, não retroagindo a contratos já homologados pela ANP.

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"Estamos fazendo uma revolução na transparência... e a transparência constrange", disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, a jornalistas, referindo-se a preços eventualmente elevados.

A ANP apontou que os contratos de compra e venda de derivados de petróleo entre produtores e distribuidores, que já são submetidos à homologação da ANP, também passarão a conter obrigatoriamente o preço indicativo, com as condições de sua formação e dos seus reajustes.

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Segundo Oddone, as regras têm como objetivo reduzir a assimetria de informações e proteger os interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos, promovendo a livre concorrência.

A ANP permanece ainda estudando a ampliação da transparência no processo de formação de preços de derivados na etapa de revenda de combustíveis.

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GÁS NATURAL

No caso das novas regras para o gás natural, a ANP quer a divulgação dos preços médios ponderados por volume e demais informações relevantes, a partir de informações fornecidas pelos agentes vendedores.

A ANP também dará publicidade integral aos contratos de compra e venda de gás natural firmados com as distribuidoras locais de gás canalizado para atendimento a mercados cativos, aqueles em que os clientes em potencial possuem um limitado número de supridores concorrentes ou apenas um supridor.

"A divulgação do contrato de venda com a distribuidora é uma novidade fantástica e uma demanda de décadas. No gás, a novidade é literalmente a abertura da caixa. O preço do gás hoje o consumidor nem imagina quanto paga", disse o diretor da ANP José Cesário Cecchi.

As novas regras para o gás entrarão em vigor 60 dias após a publicação.

As mudanças para o setor de gás ocorrem em meio ao lançamento de um programa de incentivo ao setor, o chamado Novo Mercado de Gás, uma importante bandeira do governo para atrair investimentos e permitir uma redução dos preços do insumo.

Segundo a ANP, a regulação está em linha com recente resolução publicada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que busca maior competitividade no segmento.

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