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Após 5 anos, Itaú Unibanco quer voltar a crescer em crédito automotivo e para PMEs

Economia|Do R7

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Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Após cerca de cinco anos seguidos reduzindo a concessão de crédito para compra de automóveis e para o segmento pequena e média empresas, o Itaú Unibanco está pronto para voltar a crescer em ambos, disse nesta terça-feira o presidente-executivo do banco, Candido Bracher.

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"O processo deliberado de redução de crédito para esses setores está concluído", disse Bracher a jornalistas durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre, quando as operações para esses segmentos voltaram a cair

Para o executivo, a demanda por crédito no varejo já mostrou uma inflexão de julho a setembro e essa tendência de recuperação deve se prolongar nos próximos meses. Ainda assim, isso não impedirá o banco de fechar 2017 perto da parte mais baixa da previsão para a carteira total neste ano, que já é de queda.

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"Para 2018 existe, sim, uma disposição de crescer a carteira; o quanto, estamos avaliando", disse Bracher.

De acordo com executivo, a demanda por empréstimos por parte das empresas ainda deve levar tempo para ganhar tração, uma vez que as incertezas ligadas à eleição presidencial de 2018 devem postergar planos de investimentos das empresas.

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"Não temos visto demanda em níveis que consideremos rentáveis para nossa operação, especialmente no atacado", disse.

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QUALIDADE DA CARTEIRA

Bracher reiterou previsão de que os níveis de cobertura mantidos pelo banco devem cair no médio prazo. O executivo fez essa previsão no começo de 2017, mas desde então esse índice só subiu. Segundo ele, antes de cair, o indicador pode subir mais.

A explicação, argumentou, é que o banco fez provisões adicionais contemplando sobretudo a chance de que algumas empresas de grande porte poderiam ficar inadimplentes, o que não aconteceu.

"Vamos aguardar um pouco, se percebermos que a provisão adicional não será usada, poderemos reverter", disse Bracher.

O banco anunciou na segunda-feira à noite que teve aumento do lucro no terceiro trimestre, uma vez que menores despesas ligadas a calotes e maior receitas com tarifas compensaram com sobras uma nova redução das operações do crédito.

Às 14h17, a ação do Itaú Unibanco caía 2 por cento, enquanto o Ibovespa cedia 0,2 por cento.

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