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Após acordo para resgate econômico, Fitch eleva nota de crédito da Grécia

Economia|Do R7

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Madri, 18 ago (EFE).- A agência de classificação de risco Fitch elevou a nota de crédito da Grécia de CC para CCC, apesar de a dívida do país continuar em um nível chamado de "bônus lixo" e com um alto risco de moratória. Em comunicado, a Fitch explica que a decisão de subir a nota ocorreu devido ao acordo firmado na última sexta-feira entre a Grécia e as instituições europeias, o terceiro programa de resgate que permitirá que o país cumpra com seus próximos compromissos financeiros. O Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira deve aprovar amanhã o programa de ajuda financeira à Grécia, desbloqueando um primeiro pacote de 23 bilhões de euros. A agência indica que o acordo da semana passada foi firmado com relativa rapidez e sem os problemas vistos nas tentativas anteriores, o que sugere que as relações entre a Grécia e os credores internacionais, embora delicadas, melhoraram. No entanto, a Fitch alerta sobre o risco da realização de eleições antecipadas no país antes do fim do ano devido à ruptura do partido no poder, a coalizão esquerdista Syriza, o que eleva a incerteza com relação aos credores. A Grécia deve implantar várias medidas de ajuste para receber todo o dinheiro acordado no terceiro resgate, montante que pode chegar a até 86 bilhões de euros. Por outro lado, a Fitch considera que os objetivos de superávit fiscal para a Grécia são muito ambiciosos e significam uma carga maior no curto prazo. Por isso, pode representar um risco para o crescimento econômico do país, que deve ser frágil na segunda metade do ano pelo feriado bancário promovido em julho. Quanto às discussões sobre o alívio da dívida, agência acredita que não haverá uma remissão devido à sensibilidade política existente entre sócios e credores sobre o assunto. O Fundo Monetário Internacional (FMI) já mostrou sinais de desacordo e indicou recentemente que esperará uma decisão dos países europeus para tomar qualquer decisão. A negociação sobre a restruturação da dívida e possíveis perdões será realizada ainda neste ano, conforme anunciado pelos ministros de Finanças da zona do euro na última sexta-feira. EFE apc/lvl

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