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Após Brumadinho, Vale tem prejuízo de R$ 6,47 bilhões no 1º trimestre

Mineradora aponta que o rompimento da barragem do Córrego do Feijão causou impacto negativo de quase R$ 20 bilhões nas contas da empresa

Economia|Do R7

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Vale é a maior produtora de minério de ferro do mundo
Vale é a maior produtora de minério de ferro do mundo

A Vale registrou prejuízo líquido de R$ 6,47 bilhões (US$ 1,64 bilhão) no primeiro trimestre, contra lucro de R$ 6,28 bilhões (US$ 1,59 bilhão) no mesmo período de 2018, com impactos do desastre de Brumadinho. A tragédia foi ainda responsável pelo primeiro Ebitda ajustado negativo da história da empresa, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (9).

Maior produtora global de minério de ferro, Vale teve um resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo em R$ 2,57 bilhões (US$ 652 milhões) nos três primeiros meses do ano, contra R$ 15,5 bilhões (US$ 3,93 bilhões) positivo no primeiro trimestre do ano passado.


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O impacto financeiro da ruptura da barragem de Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, foi de R$ 19,5 bilhões (US$ 4,954 bilhões), de acordo com a empresa, devido a provisões, volumes perdidos, despesas de paradas, dentre outros.

Excluindo o impacto financeiro do Ebitda, o lucro líquido pró-forma da companhia teria atingido R$ 13 bilhões (US$ 3,312 bilhões) no primeiro trimestre, sendo R$ 1,97 bilhão (US$ 500 milhões) abaixo do quarto trimestre de 2018, devido, principalmente, a menores volumes de venda.


Devido ao desastre de Brumadinho, foram feitas provisões de R$ 9,57 bilhões (US$ 2,423 bilhões) para os programas e acordos de compensação e remediação e de R$ 7,327 bilhões (US$ 1,855 bilhão) para descomissionamento ou descaracterização de barragens de rejeito. Os volumes perdidos impactaram o resultado em R$ 1,14 bilhão (US$ 290 milhões) e despesas com paradas somaram R$ 632 milhões (US$ 160 milhões).

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O rompimento da barragem da mina de ferro Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), com capacidade para armazenar mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, liberou uma onda de lama que atingiu instalações da empresa, mata, comunidades e rios da região, incluindo o importante rio Paraopeba.

Foram confirmados, até o momento 237 vítimas fatais, grande parte de funcionários da própria Vale, e outras 33 pessoas estão desaparecidas.

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