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Após FMI, Tombini diz que Copom considera todas informações relevantes até decidir juros

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira que o Copom leva em consideração todas as informações relevantes e disponíveis nas suas decisões, pouco depois de o FMI divulgar uma piora nas previsões econômicas para o país.

"O presidente Tombini ressalta que todas as informações econômicas relevantes e disponíveis até a reunião do Copom são consideradas nas decisões do colegiado", destacou comunicado do BC, no primeiro dia de reuniões para decidir sobre a Selic.

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O documento foi divulgado cerca de uma hora depois de o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciar as revisões em seu relatório "Perspectiva Econômica Global", piorando a perspectiva de contração da atividade econômica brasileira em 2016 e não vendo mais retomada do crescimento em 2017.

Segundo o FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve sofrer retração de 3,5 por cento este ano e ficar estagnada em 2017. Os números são piores do que as estimativas de economistas brasileiros ouvidos pelo BC na pesquisa semanal Focus.

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No comunicado, Tombini avaliou como "significativas" as revisões para o Brasil feitas pelo FMI, destacando que a entidade "atribui a fatores não econômicos as razões para esta rápida e pronunciada deterioração das previsões".

"Parece uma desculpa para quem não quer subir juros", disse o sócio-gestor da Absolute Investimentos Renato Botto, ressaltando que há grande incerteza em relação à decisão do Comitê de Política Monetária do BC desta semana. Ele acredita que o BC deve elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, a 14,75 por cento, mas a decisão não deve ser unânime.

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O Copom dá início nesta terça-feira a dois dias de reuniões para discutir a taxa de juros básico.

A expectativa de economistas consultados na pesquisa Focus é de que o Copom eleve a Selic em 0,5 ponto percentual na quarta-feira, o mesmo apontado em pesquisa da Reuters.

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Já o mercado futuro de DIs passou a mostrar chances aproximadamente iguais de alta de 0,25 e 0,50 ponto. Até a véspera, a curva indicava probabilidade majoritária de aumento de 0,50 ponto percentual.

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(Reportagem de Camila Moreira e Bruno Federowski)

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