Economia Após recorde, vendas do comércio desabam 3,1% em agosto

Após recorde, vendas do comércio desabam 3,1% em agosto

Mesmo com o recuo, a atividade varejista está 2,2% acima do período pré-pandemia, mostra IBGE

  • Economia | Do R7

Queda do comércio acontece após recorde em julho

Queda do comércio acontece após recorde em julho

Andre Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo – 27.6.2020

Após saltarem 1,2% e atingirem nível recorde em julho, as vendas do comércio desabaram 3,1% em agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar do recuo, o varejo está 2,2% acima do período pré-pandemia. 

Na análise com o mesmo mês de 2020, o comércio varejista teve queda 4,1%, depois de cinco taxas positivas consecutivas na mesma base de comparação. "As taxas positivas anteriores refletiam a base muito baixa de comparação daquele momento de 2020”, avalia Cristiano Santos, gerente responsável pela PMC (Pesquisa Mensal do Comércio). 

O resultado negativo do setor ocorre com vendas menores em seis das oito classes de atividades pesquisadas em agosto, na comparação com julho, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16%), que teve a principal influência negativa sobre o indicador do comércio varejista. O segmento é composto pelas grandes lojas de departamento.

Santos explica que o setor que sofreu bastante no início da pandemia, mas se reinventou com a reformulação das suas estratégias de vendas pela internet. Ele avalia que a mudança resultou em alta nas vendas e motiva a perda atual.

“Com muitos descontos, o consumidor antecipou o consumo em julho, fazendo com que o mês de agosto registrasse uma queda grande de 16,0%. Esse recuo, contudo, não é suficiente para retirar os ganhos dos quatro meses anteriores”, afirma Santos.

Também recuaram no período os setores de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%), combustíveis e lubrificantes (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).

Por outro lado, o crescimento de vendas na comparação com julho foi observado nos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (+1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+0,2%).

Na análise do comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 2,5% em agosto na comparação com julho. A atividade de veículos, motos, partes e peças teve variação positiva de 0,7%, enquanto material de construção caiu 1,3% no período.

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