Logo R7.com
RecordPlus

Após recorde, vendas do comércio desabam 3,1% em agosto

Mesmo com o recuo, a atividade varejista está 2,2% acima do período pré-pandemia, mostra IBGE

Economia|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Queda do comércio acontece após recorde em julho
Queda do comércio acontece após recorde em julho

Após saltarem 1,2% e atingirem nível recorde em julho, as vendas do comércio desabaram 3,1% em agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar do recuo, o varejo está 2,2% acima do período pré-pandemia. 

Na análise com o mesmo mês de 2020, o comércio varejista teve queda 4,1%, depois de cinco taxas positivas consecutivas na mesma base de comparação. "As taxas positivas anteriores refletiam a base muito baixa de comparação daquele momento de 2020”, avalia Cristiano Santos, gerente responsável pela PMC (Pesquisa Mensal do Comércio). 


O resultado negativo do setor ocorre com vendas menores em seis das oito classes de atividades pesquisadas em agosto, na comparação com julho, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (-16%), que teve a principal influência negativa sobre o indicador do comércio varejista. O segmento é composto pelas grandes lojas de departamento.

Santos explica que o setor que sofreu bastante no início da pandemia, mas se reinventou com a reformulação das suas estratégias de vendas pela internet. Ele avalia que a mudança resultou em alta nas vendas e motiva a perda atual.


“Com muitos descontos, o consumidor antecipou o consumo em julho, fazendo com que o mês de agosto registrasse uma queda grande de 16,0%. Esse recuo, contudo, não é suficiente para retirar os ganhos dos quatro meses anteriores”, afirma Santos.

Também recuaram no período os setores de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,7%), combustíveis e lubrificantes (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,0%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,9%).


Por outro lado, o crescimento de vendas na comparação com julho foi observado nos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (+1,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+0,2%).

Na análise do comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 2,5% em agosto na comparação com julho. A atividade de veículos, motos, partes e peças teve variação positiva de 0,7%, enquanto material de construção caiu 1,3% no período.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.