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Aprosoja aponta tendência de queda de produtividade na safra de soja 15/16 em MT

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O Estado de Mato Grosso, que responde por cerca de 30 por cento da safra de soja do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa, está enfrentando um atípico clima irregular na temporada 2015/16 que deve prejudicar as produtividades, afirmou o presidente da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja-MT), Ricardo Tomczyk.

"Tradicionalmente, temos tido um tempo estável nos últimos anos, mas a situação nesta safra é diferente. Tivemos um início de plantio com problemas climáticos", afirmou ele, em entrevista à Reuters, durante jantar em comemoração aos 50 anos da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), na noite de quinta-feira, em São Paulo.

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"Falta ainda cerca de 10 por cento da área para plantar, estamos atrasados e devemos ter bastante replantio (de áreas afetadas pelo tempo seco)", completou Tomczyk.

Ele disse que o município de Sorriso (MT), o maior produtor de soja do Brasil, é um exemplo dos problemas.

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Sorriso vai ter que replantar 8 por cento da área, o que impacta na produtividade pois muitas lavouras não serão plantadas no melhor momento, segundo o presidente da associação estadual.

"Já condenou boa parte da produtividade", comentou ele, ressaltando que o viés para a produtividade média no Estado é de baixa. Ele não fez uma estimativa exata.

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O replantio também eleva custos em uma safra com margens de produção mais fracas.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produtividade no Estado, estimada antes dos problemas climáticos, poderia subir mais de 1 por cento ante os bons resultados verificados na safra passada, para mais de 3.100 kg por hectare.

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"No meu caso (de produtor), eu tive áreas com 23 dias sem chuvas (e calor intenso), é preocupante. Minha previsão era ter acabado o plantio há 20 dias, acabei agora", declarou.

Ele não quis estimar perdas em produtividade, mas disse que o setor está alerta, uma vez que as previsões são de que as chuvas continuem irregulares em dezembro.

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(Por Roberto Samora)

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