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Aquecimento global pode impedir era glacial pelos próximos 100 mil anos

Economia|Do R7

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Por Alister Doyle

OSLO (Reuters) - O aquecimento global deve interromper o ciclo natural das eras glaciais e contribuir para atrasar a próxima idade do gelo em até cerca de 100 mil anos a partir de agora, disseram cientistas nesta quarta-feira.

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No último milhão de anos, o mundo teve cerca de dez eras glaciares antes de retornar para condições mais quentes como a do presente. Na última era glacial, que terminou 12 mil anos atrás, camadas de gelo cobriram o que é agora o Canadá, o norte da Europa e a Sibéria.

Numa nova explicação sobre as longas quedas nas temperaturas globais que levam à era glacial, cientistas apontaram para um combinação de mudanças de longo prazo na órbita da Terra ao redor do Sol, junto com níveis de dióxido de carbono na atmosfera.

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Eles afirmaram que o planeta parecia naturalmente no caminho para escapar de uma era glacial pelos próximos 50 mil anos, um período longo incomum de calor, de acordo com o estudo liderado pelo Instituto de Pesquisa sobre Impacto Climático de Postdam.

No entanto, o aumento da emissão de gases do efeito estufa provocado pela humanidade desde o início da Revolução Industrial no século 18 pode significar que o período quente dure por 100 mil anos, escreveram eles na revista Nature.

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As descobertas sugerem que influências humanas "vão tornar impossível o início da próxima era glacial num período de tempo comparável à duração dos ciclos glaciares anteriores", escreveram.

“Os humanos têm o poder de mudar o clima em escalas de tempo geológicas”, disse o autor Andrey Ganopolsky à Reuters.

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Ele afirmou que os impactos duradouros dos gases do efeito estufa para um futuro muito distante não afeta de maneira nenhuma a urgência de se cortar agora as emissões apontadas como culpadas por tempestades, ondas de calor e aumento do nível dos mares. 

“Quanto antes pararmos, melhor”, declarou ele. Cerca de 200 governos chegaram a um acordo em Paris no mês passado para evitar combustíveis fósseis e assim combater as mudanças climáticas.

(Estudo no site: http://www.nature.com/articles/doi:10.1038/nature16494;)

(Por Alister Doyle)

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