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Arrecadação soma R$ 1,342 tri em 2017, melhor resultado em 2 anos

Volume coletado de impostos e tributos teve aumento real de 0,59%, informou a Receita Federal

Economia|Do R7

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Resultado positivo ocorre em meio a recuperação
Resultado positivo ocorre em meio a recuperação

A arrecadação do governo federal fechou 2017 a R$ 1,342 trilhão, aumento real de 0,59% e no melhor resultado em dois anos, em meio ao quadro de recuperação econômica após forte recessão e receitas extraordinárias, que ajudaram o governo a cumprir a meta fiscal do ano passado com alguma folga.

Segundo uma fonte do governo com conhecimento sobre o assunto, o rombo primário de 2017 ficou em aproximadamente R$ 129 bilhões, cerca de R$ 30 bilhões menor do que a meta oficial de déficit do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência), após o governo levantar mais recursos no ano do que inicialmente estimava.

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Só com o programa de renegociação de dívidas tributárias, o Refis, foram arrecadados R$ 26,307 bilhões em 2017, cifra que também considera os parcelamentos no âmbito da dívida ativa, divulgou a Receita Federal nesta sexta-feira (26).

"O resultado foi superior [ao estimado]", reconheceu o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias.

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Em novembro, a Receita manteve a previsão de arrecadação de R$ 7,5 bilhões com o efeito geral do Refis em 2017, já considerando as perdas nos parcelamentos em outros programas advindas da migração para o Refis após o Congresso Nacional ter afrouxado as regras para pagamento.

Dados divulgados pela Receita nesta sexta-feira, contudo, apontam que já considerando a perda com outros programas foram arrecadados R$ 19,809 bilhões a mais em 2017 com os chamados "parcelamentos especiais", que dão aos contribuintes descontos sobre os valores originalmente devidos.

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Após elevação de impostos sobre combustíveis numa investida para fortalecer os cofres públicos, o governo também viu a arrecadação com PIS-Cofins sobre combustíveis subir R$ 5,683 bilhões em 2017 na comparação com o ano anterior, a R$ 20,246 bilhões.

Também contribuiu para o desempenho no ano a arrecadação com IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre rendimento do trabalho, que cresceu 7,74% no ano, a R$ 112,781 bilhões, na esteira da retomada da atividade.

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Segundo a Receita, a arrecadação com Cofins/PIS-Pasep cresceu 3,56% no período, a R$ 281,133 bilhões, enquanto que a receita previdenciária subiu 1,71%, fechando 2017 a R$ 407,536 bilhões.

Esses avanços mais do que compensaram a queda observada no ano com Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica/CSLL e IRRF sobre rendimentos de capital.

Só em dezembro, a arrecadação cresceu 4,93% sobre igual mês do ano anterior, a R$ 137,842 bilhões, performance mais forte para o mês desde 2014. Para este ano, o governo espera que a arrecadação continue mais aderente à recuperação da atividade econômica, ressaltou Malaquias, sem especificar projeções.

"Com certeza vai crescer", limitou-se a dizer, acrescentando que o resultado de janeiro observado até agora "está muito bom".

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