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Banco dos EUA eleva a 3% projeção de crescimento do Brasil em 2023

Bank of America vê surpresas positivas em dados recentes da economia nacional, com alta das exportações, resiliência do mercado de trabalho e início de corte dos juros

Economia|Do R7

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Expectativa do BofA subiu 0,7 ponto percentual
Expectativa do BofA subiu 0,7 ponto percentual

O Bank of America, uma das principais instituições financeiras dos Estados Unidos, elevou seu prognóstico para o crescimento da economia brasileira neste ano para 3% e citou surpresas positivas em dados recentes, força das exportações, resiliência do mercado de trabalho e início do ciclo de afrouxamento monetário, bem como a retomada da confiança diante da redução de incertezas fiscais.

Anteriormente, o BofA estimava expansão de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país — em 2023. O credor também elevou sua projeção para o crescimento do ano que vem a 2,2%, de 1,8% antes.


Em relatório divulgado nesta segunda-feira, assinado por David Beker, chefe de economia para Brasil, e Natacha Perez, economista, o BofA disse que a forte revisão para cima em sua projeção veio após o crescimento surpreendente do PIB no primeiro trimestre e outros dados de atividade mais fortes do que o esperado.

Além disso, "a revisão do crescimento deste ano é impulsionada por exportações líquidas mais fortes e por expectativas de investimento menos negativas", afirmaram Beker e Perez, e citaram ainda resiliência do mercado de trabalho.


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O banco ressaltou, ainda, que os níveis de confiança têm apresentado tendência de melhora nos últimos meses, sob o impacto da diminuição da incerteza relacionada ao fiscal e à conjuntura da política monetária, e acrescentou que isso deve ter efeito positivo no crescimento do ano que vem.

"Olhando para o futuro, à medida que o ciclo de afrouxamento monetário avança, o voto de confiança das agências de classificação com a melhoria da pontuação de crédito do Brasil e a emissão de títulos verdes pelo governo são motores positivos do crescimento do investimento no médio prazo", completaram Beker e Perez.

No mês passado, as agências de classificação de risco Fitch e DBRS Morningstar elevaram suas notas de crédito para o Brasil, enquanto a S&P melhorou a perspectiva do país de "estável" para "positiva". Nesse contexto, que mostra maior confiança na capacidade do país de pagar suas dívidas, o governo já anunciou preparativos finais para a emissão de títulos soberanos sustentáveis, sugerindo que a operação pode movimentar US$ 2 bilhões em setembro.

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