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Banco MUFG Brasil corta previsões para PIB, Selic e inflação em 2020 por coronavírus

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O banco MUFG Brasil rebaixou suas estimativas para crescimento da economia, Selic e inflação em 2020, citando prováveis impactos do coronavírus e indicadores mais fracos neste primeiro trimestre do ano e nos últimos três meses de 2019.

O MUFG reduziu a expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% para 2,2%. O banco cortou ainda as previsões para o desempenho da economia na margem no quarto trimestre de 2019 (de 0,75% para 0,3%) e nos primeiros três meses de 2020 (de 0,6% para 0,25%).

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Com isso, o carregamento estatístico --que mostra quanto um determinado indicador cresceria mantido o mesmo nível (estabilidade na margem) por um determinado período-- cai de 1% para 0,65%, retirando, sozinho, 0,35 ponto percentual da taxa de crescimento esperada para o PIB em 2020.

"O coronavírus tem impacto em três frentes: reduz exportações do Brasil, diminui a renda do setor exportador por causa da queda dos preços das commodities e pode trazer problemas de produção em alguns setores", disse Carlos Pedroso, economista sênior do MUFG Brasil.

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"Além disso, indicadores antecedentes de janeiro, como de confiança, têm vindo mais fracos", completou.

Outras instituições financeiras já reduziram projeções para crescimento, como JPMorgan, Itaú Asset Management, UBS e Citi.

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Com a economia em menor ritmo, o MUFG baixou a expectativa de inflação em 2020 de 4% para 3,1%, influenciada ainda pela correção nos preços das carnes e por preços administrativos comportados --com destaque para energia elétrica, em meio às recentes chuvas, e combustíveis, diante da queda nos preços do petróleo.

A combinação de economia mais lenta e inflação menor levou Pedroso a revisar ainda o cenário para política monetária. O economista agora estima que a meta Selic será mantida em 4,25% ao longo deste ano, contra estimativa anterior que considerava altas ainda em 2020. Apenas em janeiro de 2021 o juro começaria a subir, fechando 2021 em 6,5%, nível tido pelo economista como "neutro".

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A única variável não revisada foi a taxa de câmbio, que nas contas de Pedroso fechará 2020 em 4,10 reais por dólar, apoiada por um cenário-base em que os efeitos do coronavírus não perdurarão por todo o ano.

O dólar à vista era cotado em 4,35 reais nesta terça-feira, alta de 0,5% no dia e de 8,4% no acumulado de 2020.

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(Por José de Castro)

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