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Banco Mundial pede que guerra entre Israel e Hamas esfrie

Posicionamento da instituição ocorre em meio à queda das bolsas internacionais por causa do conflito

Economia|Do R7

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Medo de ampliação da guerra toma conta de participantes em reunião
Medo de ampliação da guerra toma conta de participantes em reunião

O Banco Mundial disse aos seus funcionários que está seriamente preocupado com a "escalada chocante" da violência no conflito entre Israel e Hamas, depois que os combates ofuscaram o início das reuniões anuais do banco com o FMI (Fundo Monetário Internacional) no Marrocos.

Um memorando interno da instituição citou uma "devastadora perda de vidas, destruição e grande número de vítimas civis de ambos os lados", mas expressou apoio ao trabalho do banco em Gaza e na Cisjordânia.


"O Banco Mundial e nossos parceiros de desenvolvimento têm trabalhado há muito tempo para apoiar as pessoas mais pobres e vulneráveis na Cisjordânia e em Gaza, e continuamos comprometidos em construir as bases para um futuro mais estável e sustentável", disse.

A expectativa é que a reunião anual de 9 a 15 de outubro em Marrakech se concentre fortemente no aumento de recursos para o FMI e o Banco Mundial, mas a atenção de muitos participantes no primeiro dia se voltou para a possibilidade de um conflito mais amplo.


"Estamos todos muito surpresos com a magnitude das baixas em ambos os lados", disse Anna Bjerde, diretora administrativa de operações do Banco Mundial, em entrevista à Reuters.

O conflito já elevou os preços do petróleo e provocou uma corrida para ativos de segurança, como o ouro, o que pode prejudicar as economias em desenvolvimento.


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O economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, disse à Reuters que o conflito poderá se somar a um grande catálogo de riscos já enfrentados pela economia global, incluindo a fragmentação do comércio, especialmente se ressuscitar atrasos na cadeia de suprimentos que elevaram os preços durante a pandemia da Covid-19.

"No momento, o mais urgente é a inflação. Se começarmos a ver os preços dos combustíveis subirem e os preços dos produtos subirem por causa desses congestionamentos logísticos, isso apenas agravará os problemas", disse ele.


Gill disse que teme que a violência possa ofuscar discussões importantes planejadas nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial desta semana sobre dívida soberana, perspectivas de crescimento medíocre e o grande retrocesso no desenvolvimento causado pela pandemia da Covid-19.

Mercado internacional abre em queda

As bolsas de valores americanas caíam nesta segunda-feira (9), com o aprofundamento do conflito entre Israel e o grupo terrorista palestino Hamas abalando os mercados globais e empurrando os investidores para ativos seguros, enquanto os preços do petróleo subiam mais de 3%.

As bolsas de valores americanas caíam nesta segunda-feira (9), com o aprofundamento do conflito entre Israel e o grupo terrorista palestino Hamas abalando os mercados globais e empurrando os investidores para ativos seguros, enquanto os preços do petróleo subiam mais de 3%.

"Esperamos volatilidade de curto prazo no mercado de ações e no mercado de petróleo à medida que os investidores digerem o aumento das tensões no Oriente Médio", disse James Demmert, diretor de investimentos da Main Street Research.

O setor de energia era o que mais ganhava no S&P 500, com um aumento de quase 3%, enquanto os setores de consumo discricionário e de tecnologia da informação foram os mais atingidos.

As empresas de defesa Northrop Grumman, RTX, General Dynamics e Lockheed Martin subiam entre 5,5% e 8,5%.

Às 11h25, o índice S&P 500 perdia 0,19%, a 4.300,34 pontos, enquanto o Dow Jones caía 0,12%, a 33.366,15 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq Composite recuava 0,65%, a 13.344,64 pontos.

Veja fotos do terceiro dia de conflito entre Israel e Palestina

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