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Bancos prorrogam empréstimo à Sete Brasil

Economia|Do R7

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O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, disse, na segunda-feira, 6, que o empréstimo-ponte para a Sete Brasil, empresa criada para intermediar a construção de sondas para exploração do pré-sal, será renovado por 90 dias. Um grupo de seis bancos emprestou R$ 12 bilhões à empresa, que já estão vencidos. O financiamento seria pago com empréstimo de longo prazo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que até agora não foi liberado.

De acordo com dois acionistas da empresa, os bancos fecharam o acordo com a Sete neste fim de semana. Trabuco disse, entretanto, que faltava ainda assinar um memorando de entendimentos. Mas o executivo deixou claro que a prorrogação está acertada, informação confirmada extraoficialmente por pelo menos outros dois bancos. O Banco do Brasil também confirmou que já assinou. Com o acerto, as instituições abrem mão de executar, por esse novo prazo, o Fundo Garantidor da Construção Naval (FGCN) que garantiu R$ 4,5 bilhões do empréstimo. O restante não tem nenhuma garantia.

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Além do Bradesco, também fazem parte do financiamento Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Santander e Standard Chartered. Este último, que tinha a menor participação no empréstimo, aproximadamente US$ 225 milhões, já entrou com pedido de execução contra o FGCN, levando os outros bancos a ameaçarem fazer o mesmo. Segundo fontes ligadas aos bancos, o Standard ainda não assinou a prorrogação. Os bancos, procurados, não quiseram falar oficialmente sobre o assunto.

Com a prorrogação do empréstimo-ponte, os bancos também evitam fazer imediatamente a provisão dos recursos emprestados. Qualquer provisão feita afeta o lucro. Nas próximas semanas, o Bradesco deve divulgar seu balanço. Trabuco não quis adiantar sobre como virá a conta do trimestre, mas disse que o banco está provisionado para possíveis calotes.

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Reorganização

O BNDES suspendeu a liberação da primeira fase do empréstimo, de US$ 3,1 bilhões, depois que veio à tona o conteúdo das denúncias feitas em delação premiada, dentro da Operação Lava Jato, por Pedro Barusco, ex-diretor da Sete Brasil. Barusco afirmou que os estaleiros contratados para fazer as sondas pagaram propinas para fechar contratos.

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Um importante acionista disse que com esse fôlego de 90 dias será possível pensar em um plano para readequar a empresa e viabilizar o financiamento de longo prazo. Uma das possibilidades analisadas é a redução do tamanho do projeto. Originalmente, os contratos firmados com estaleiros previam a construção de 29 navios-sondas no valor total de US$ 25 bilhões. Outra alternativa é o financiamento de bancos estrangeiros. Recentemente, por exemplo, o banco de desenvolvimento chinês liberou mais de US$ 3 bilhões para a Petrobrás. Normalmente, a contrapartida exigida é a compra de equipamentos do país de origem do banco.

BR Distribuidora

Ainda ontem, Trabuco disse que a cadeia de petróleo e gás precisa ser redesenhada para que a economia volte a crescer. O banco reuniu em nome do Bradesco BBI, seu banco de atacado, cerca de 450 investidores em São Paulo. Ao falar ser questionado por jornalistas se tinha interesse em comprar a BR Distribuidora, Trabuco disse que não. Segundo ele, o banco apenas avalia - para ajudar a Petrobrás - como a empresa poderia vender um lote de ações ou fazer caixa desse ativo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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