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BC ajusta regras prudenciais de bancos para risco de variação de taxas de juros

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central informou nesta terça-feira que melhorou apuração de exigências de capital de bancos relativos a riscos de mercado, em linha com novas recomendações internacionais do Comitê de Basileia.

A autoridade monetária afirmou que o impacto estimado do ajuste é de redução de 2,4 bilhões de reais no capital requerido, "o que corresponde a um aumento de 10 basis point do Índice de Basileia dos bancos do Sistema Financeiro Nacional".

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As alterações incluem ajustes nos parâmetros de cálculo de capital decorrentes de mudanças estruturais na volatilidade das taxas de juros de longo prazo e aumento das possibilidades de reconhecimento de operações de hedge.

O BC informou ainda que reduziu requerimento de capital para empréstimos garantidos por imóveis residenciais. O fator de ponderação do requerimento de capital aplicável a empréstimos com garantia imobiliária residencial foi reduzido de 50% para 35%, caso o saldo devedor do empréstimo seja de até 50% do valor de avaliação do imóvel.

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O objetivo do BC com a redução da exigência para empréstimos garantidos por imóveis residenciais é contribuir "para o desenvolvimento de uma das modalidades de empréstimos mais seguras e baratas do mercado de crédito".

O BC também promoveu ajustes na metodologia de cálculo do requerimento de capital das operações de crédito rural, tanto na abordagem padronizada quanto nas abordagens de modelos internos (IRB).

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Na abordagem padronizada, segundo o Banco Central, foram promovidas duas alterações. A primeira está relacionada a operações com garantia reais representada por imóveis rurais ou urbanos não residenciais. Tais operações passam a ser elegíveis aos ponderadores preferenciais de 60% ou de 70%. "Até então, não havia tratamento diferenciado benéfico para operações garantidas por esses tipos de imóveis", afirmou o BC.

A segunda mudanças é sobre exposições de crédito rural tendo por contraparte empresas de médio porte, com faturamento entre 15 milhões e 300 milhões de reais, que passam a contar agora com fator de ponderação de 85% ante fator de 100% anteriormente.

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"Os ajustes representam mais uma etapa no processo de adoção das novas recomendações do Comitê de Basileia para Supervisão Bancária, previstas para plena implementação até 2022", afirmou a autoridade monetária.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)

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