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BC precisa de estudos sobre futuros impactos da reforma tributária, diz Gabriel Galípolo

A indicação do economista para a presidência do Banco Central foi formalizada pelo governo federal em 28 de agosto

Economia|Victoria Lacerda, do R7, em Brasília

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BC precisa de estudos sobre futuros impactos da reforma tributária, diz Gabriel Galípolo
Impactos da reforma tributária Edilson Rodrigues/Agência Senado - 08/10/2024

Durante sua sabatina no Senado, o economista Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para presidir o Banco Central, declarou que são necessários mais estudos para avaliar os possíveis impactos da reforma tributária. A declaração foi feita durante a sabatina do economista na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) nesta terça-feira (8).

“Esse é um tema debatido de forma constante por nós no Banco Central: qual o impacto nos preços e de que forma se dará essa distribuição dos impostos entre os setores. É uma atenção que temos, precisamos de estudos para reunir informações sobre esses futuros impactos.”


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Ainda durante a sabatina, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) perguntou a opinião de Galípolo sobre o crédito agrícola diante do horizonte de aumento de taxas de juros. Em sua resposta, Galípolo destacou a modernização dos seguros para o setor e o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária — Proagro, que garante o pagamento de empréstimos feitos por pequenos e médios agricultores com dificuldade de pagar em razão de fenômenos naturais, pragas e doenças.

Questionado pela senadora Rosana Martinelli (PL-MT) sobre inflação e atividade econômica, Galípolo afirmou que, há alguns anos, as projeções de crescimento vêm sendo revistas sistematicamente ao longo do ano, surpreendendo positivamente. Segundo o economista, existem diversos estudos para tentar explicar o motivo, mas é difícil mensurar esse ganho de produtividade.


A expectativa é de que seu nome seja analisado pelo plenário do Senado ainda hoje, com previsão de uma aprovação tranquila. Durante a sabatina, os senadores deverão questionar o economista sobre temas como o combate à inflação, a independência do Banco Central e os impactos dos conflitos internacionais na economia brasileira.

Indicação de Galípolo foi oficializada em agosto

A indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central foi formalizada pelo governo federal em 28 de agosto. Atualmente, Galípolo é diretor de Política Monetária do Banco Central. O atual presidente da instituição, Roberto Campos Neto, que foi nomeado durante o governo de Jair Bolsonaro, permanecerá no cargo até o final de seu mandato, em 31 de dezembro deste ano.


Galípolo já atua como diretor de Política Monetária do Banco Central, cargo para o qual foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023 e aprovado pelo Senado. O economista já trabalhou no Centro Brasileiro de Relações Internacionais, na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e no Banco Fator. Além disso, foi secretário de Economia e de Transportes do Estado de São Paulo.

No dia que sua indicação foi oficializada, em uma breve declaração à imprensa, Galípolo ressaltou a honra e a responsabilidade de ter sido indicado para o cargo de presidente do Banco Central pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo presidente Lula. No entanto, destacou que a aprovação ainda depende do Senado, motivo pelo qual prefere ser breve.


Primeira sabatina de presidente do BC com mandato fixo

Se aprovado pelo Senado, Gabriel Galípolo assumirá a presidência do Banco Central a partir de janeiro de 2025, substituindo Roberto Campos Neto. Esta é a primeira indicação para o cargo após a promulgação da Lei Complementar 179, de 2021, que aumentou a autonomia da instituição e fixou mandatos para seus diretores. De acordo com o artigo 52 da Constituição, a indicação de qualquer diretor do Banco Central passa por sabatina e votação secreta no Senado, tanto na CAE quanto no Plenário.

Um presidente do BC só pode ser exonerado em quatro situações: no pedido próprio, por incapacidade decorrente de enfermidade, após declarações judiciais definitivas, ou se o desempenho for considerado insuficiente para atingir os objetivos da instituição. Neste último caso, a exoneração precisa ser aprovada pela maioria absoluta do Senado.

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