BCE acelera estímulo na luta contra vírus, mas mantém taxa
Economia|Do R7
Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa
FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu aprovou novas medidas de estímulo nesta quinta-feira para ajudar a economia da zona do euro a lidar com o crescente custo da epidemia de coronavírus, mas manteve as taxas de juros inalteradas em uma medida que pode desapontar os mercados financeiros.
Com milhões de pessoas em confinamento, mercados turbulentos e empresas lutando contra cadeias de suprimentos interrompidas, o BCE disse que oferecerá às empresas mais empréstimos super baratos, elevará compra de ativos e proverá aos bancos alívio de capital para lidar com a situação.
"Essas operações apoiarão empréstimos bancários às pessoas mais afetadas pela disseminação do coronavírus, em particular pequenas e médias empresas", afirmou o BCE em comunicado.
"Um envelope temporário de compras adicionais de ativos líquidos no valor de 120 bilhões de euros será adicionado até o final do ano, garantindo uma forte contribuição dos programas de compras do setor privado", afirmou o BCE.
Sua ação segue cortes emergenciais na taxa do Federal Reserve dos EUA e do Banco da Inglaterra, evidenciando os temores entre as autoridades de que a epidemia pode levar a economia global à recessão e gerar disrupção vista pela última vez na crise financeira global de 2008.
O BCE informou que oferecerá uma operação anterior de refinanciamento de longo prazo a uma taxa tão barata quanto 0,75% e conduzirá operações adicionais de refinanciamento de longo prazo para fornecer suporte imediato de liquidez ao sistema financeiro da zona do euro.
Mas a taxa de depósito permanecerá inalterada em um nível recorde baixo, menos 0,5%, sugerindo que as autoridades acreditam que ela já está próxima da chamada taxa de reversão, onde cortes adicionais são contraproducentes porque prejudicam as margens dos bancos a ponto de impedir empréstimos.
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GASTAR, GASTAR, GASTAR
Muitos economistas esperam que a Alemanha, a potência econômica da Europa, estará em recessão no primeiro semestre deste ano e alguns preveem resultados semelhantes para todo o bloco.
Embora o estímulo do BCE sugira grande interesse em ajudar, ele já usou suas armas mais poderosas em quase uma década de estímulo. As taxas de juros estão em um nível recorde, devoraram 2,6 trilhões de euros em dívida principalmente do governo e, durante anos, ofereceram essencialmente dinheiro grátis aos bancos para permitir que eles sigam emprestando.
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(Reportagem de Balazs Koranyi)















