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BCE anuncia fim de compra de títulos mas sinaliza que alta dos juros está distante

Economia|Do R7

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Por Gederts Gelzis e Balazs Koranyi e Francesco Canepa

RIGA/FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta quinta-feira que vai encerrar o programa de compras de títulos até o final do ano, seu maior passo no encerramento do estímulo da época da crise uma década após o início da desaceleração econômica da zona do euro.

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Mas em um anúncio equilibrado que reflete as incertezas que pairam sobre a economia da região, o BCE também sinalizou que a medida não significará um rápido aperto da política monetária ao acrescentar que a taxa de juros permanecerá em mínimas recordes "pelo menos até o verão de 2019 (no hemisfério norte) e por quanto tempo for necessário".

A nova orientação sobre os juros levou o euro a recuar mais de 1 por cento ante o dólar. Os mercados esperavam um aumento de 0,1 ponto percentual na taxa de depósito do BCE, atualmente em -0,4 por cento, até junho de 2019.

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O presidente do banco, Mario Draghi, se recusou a dar mais detalhes sobre o momento de um movimento nos juros durante coletiva de imprensa após a decisão.

"Não discutimos quando elevar os juros", disse ele.

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"Esta decisão foi tomada na presença de uma economia forte, com crescente incerteza", disse ele sobre um cenário político caracterizado principalmente pelo aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos, a Europa e a China.

O BCE também reduziu sua previsão de crescimento da zona do euro para este ano de 2,4 para 2,1 por cento, ao mesmo tempo em que elevou sua estimativa para a inflação de 1,4 para 1,7 por cento, em grande parte como resultado do aumento dos preços do petróleo.

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"Este é um balanço muito fino - um pouco mais 'hawkish' em relação ao programa de estímulo, mas 'dovish' com as taxas - que Mario Draghi espera que mantenha os mercados sob controle", disse Neil Wilson, analista-chefe de mercado da Markets.com.

Embora a normalização completa da política monetária demore anos, os investidores já estão preparados para o fim do dinheiro fácil dos bancos centrais do mundo. O Federam Reserve retirou na quarta-feira a promessa de estímulo da época da crise enquanto o BCE há havia começado a reduzir o suporte após cinco anos de crescimento econômico.

O BCE explicou que o ritmo mensal de compras de ativos será reduzido pela metade, a 15 bilhões de euros, de setembro até o final de dezembro de 2018, ponto no qual as compras irão acabar.

Ao definir uma data específica para o fim do estímulo, o BC está dando um passo mais decisivo do que quando o banco central dos EUA iniciou sua própria redução em dezembro de 2013. Na época, o Federal Reserve não se comprometeu com um fim específico ou qualquer medida subsequente.

A maior complicação seria um cenário econômico obscuro devido à guerra comercial em desenvolvimento, um desafio populista do novo governo da Itália e a redução da demanda por exportações.

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