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Blatter admite que foi um "erro" atribuir a Copa de 2022 ao Catar

Economia|Do R7

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O presidente da Fifa, Joseph Blatter, admitiu que foi um "erro" ter atribuído a organização da Copa do Mundo de 2022 ao Catar.

Oito anos antes do Mundial e a poucas semanas da abertura da Copa do Mundo do Brasil, aumenta o debate sobre a organização da competição no rico país do Golfo, onde as temperaturas alcançam 40°C e 50°C no verão.

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"Sim, claro", respondeu Blatter ao ser questionado por um jornalista da emissora de rádio e televisão suíça RTS se havia sido um erro ter concedido o Mundial ao Catar por causa do calor intenso no emirado.

"Mas como você sabe, todos cometem erros na vida", completou.

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"O relatório técnico do Catar indicava efetivamente que faz muito calor no verão, mas o Comitê Executivo (da Fifa) decidiu, por ampla maioria, jogar no Catar", disse Blatter.

Diante das circunstâncias, "é mais que provável" que a Copa de 2022 seja disputada durante o inverno (hemisfério norte, verão no Brasil), completou o presidente da Fifa, que já destacou em várias ocasiões o desejo de modificar a data tradicional do torneio.

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"A melhor época para jogar seria o fim do ano. Temos que ser realistas. Se mudarmos (as datas), e precisamos modificá-las, porque não se pode jogar no verão, apesar do Catar insistir nisto, temos que jogar no inverno, no fim do ano", disse Blatter em 21 de abril.

Em um comunicado, a Fifa apresentou explicações sobre as declarações do presidente da entidade.

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"O presidente reitera que a decisão de organizar o Mundial no Catar no verão foi um erro. Em nenhum momento questiona a organização do Mundial-2022 no Catar", afirma o texto.

A escolha da sede da Copa de 2022 foi feita pela Fifa em dezembro de 2010.

Na mesma entrevista, Blatter, que descartou a questão da corrupção, mencionou o forte lobby de França e Alemanha a favor do emirado.

"Não, nunca direi que compraram (a competição)", declarou, mas admitiu um "impulso político" procedente sobretudo de Paris e Berlim.

"Sabemos muito bem que grandes empresas francesas e grandes empresas alemãs trabalham no Catar. Mas não trabalham apenas pelo Mundial", disse Blatter, antes de afirmar que a Fifa "não pode intervir nas considerações políticas".

Mas as declarações de Blatter foram rebatidas pela França nesta sexta-feira.

"As alegações do presidente da Fifa sobre supostas pressões exercidas pela França no momento da atribuição da sede do Mundial de 2022 carecem de fundamento", reagiu Romain Nadal, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

"A designação de um país para a organização do Mundial corresponde à própria Fifa. O comitê executivo é quem escolhe por meio do voto", completou.

Em Paris, o então presidente francês Nicolas Sarkozy organizou na sede do governo uma reunião com o presidente da Uefa, Michel Platini, e o primeiro-ministro do Catar antes da escolha da sede.

Blatter afirma que não ficou surpreso com a reunião, pois foi informado imediatamente depois, com "transparência".

pga-ig/fp

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