Bovespa cai pela 6ª vez seguida e fecha abaixo de 39 mil pontos pela 1ª vez em quase sete anos
Índice caiu 1,53%, a 38.907 pontos, menor patamar desde 16 de março de 2009
Economia|Do R7

A Bovespa fechou com o seu principal índice em queda nesta quarta-feira (13), pelo sexto pregão consecutivo, fracassando novamente na tentativa de recuperação diante da piora nos pregões em Wall Street e volatilidade dos preços do petróleo.
De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 1,53%, a 38.907 pontos, menor patamar desde 16 de março de 2009. Na máxima da sessão, o índice de referência do mercado acionário brasileiro chegou a subir 1,36%.
O volume financeiro do dia foi novamente baixo, totalizava R$ 4,65 bilhões, contra a média diária de R$ 7,33 bilhões em 2015. No mês, a média está em R$ 5,03 bilhões.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários fecharam com forte queda, pressionados pelo recuo de ações do setor de consumo e de energia. O petróleo Brent fechou em queda de 1,78% enquanto o contrato de WTI encerrou quase estável.
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Também seguem pesando nos negócios preocupações relacionadas à China, conforme as bolsas naquele país seguem fragilizadas a despeito da série de medidas adotadas por Pequim para frear as perdas no mercado acionário chinês.
Mais uma vez, a queda da Bovespa foi influenciada pala defasagem no preço das ações da Petrobras. A estatal fechou o dia com as preferenciais em queda de 4,7%, a R$ 5,27, renovando mínima desde agosto de 2003, em meio à volatilidade dos preços do petróleo no exterior. Os papéis ordinários, por sua vez, recuaram 2,86%.
A Vale encerrou com as ações ordinárias em queda de mais de 4,36%, a R$ 9, novo piso de fechamento desde julho de 2004, conforme permanecem preocupações sobre o efeito da desaceleração da economia chinesa nos preços das commodities minerais.
O minério de ferro na China caiu novamente para a cotação mínima desde novembro. Analistas do Itaú BBA destacaram em relatório que o cenário desafiador para os preços das commodities deve seguir pressionando o fluxo de caixa da mineradora.
Os papéis preferenciais de classe A cederam 3,03%. Trata-se da 8ª queda seguida das ações da Vale, que já acumulam em 2016 perda de mais de 30%.












