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Bovespa fecha em baixa com incertezas por Trump

Índice caiu 3,25% e voltou aos 61.200 pontos, menor patamar desde 13 de outubro

Economia|Do R7

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Volume financeiro do dia foi intenso, somando R$ 16,5 bilhões
Volume financeiro do dia foi intenso, somando R$ 16,5 bilhões

A Bovespa fechou a quinta-feira (10) com a maior queda em dois meses e forte giro financeiro, pressionada novamente por incertezas relacionadas aos movimentos de Donald Trump quando assumir a Casa Branca, com investidores também atentos às notícias corporativas e políticas no Brasil.

O Ibovespa caiu 3,25%, a 61.200 pontos, menor patamar desde 13 de outubro (61.118 pontos). A queda foi a maior para fechamentos desde 9 de setembro (-3,71%). Durante esta sessão, o índice subiu 1% no melhor momento e caiu mais de 4% na mínima.


O volume financeiro foi novamente intenso, somando R$ 16,5 bilhões, quase duas vezes acima da média diária para o mês até a véspera, de R$ 8,86 bilhões.

O setor bancário ficou entre os destaques negativos, com Bradesco caindo quase 9% após resultado trimestral, enquanto ações de fabricantes de celulose lideraram as altas diante da disparada do dólar ante o real.


Empresas siderúrgicas e mineradoras também avançaram, em meio a ganhos das commodities e com impulso adicional da expectativa por uma política de incentivo à infraestrutura nos EUA, defendida por Trump, com operadores vendo uma migração do setor financeiro para essas empresas.

Desta forma, o índice de materiais básicos da bolsa paulista subiu 5,87%, enquanto o índice do setor financeiro caiu 5,4%.


O cenário político doméstico foi mais um elemento a adicionar cautela na sessão, após notícia sobre uma doação de R$ 1 milhão pela empreiteira Andrade Gutierrez em 2014, que teria sido direcionada à campanha do então vice-presidente Michel Temer, companheiro de chapa da ex-presidente Dilma Rousseff na eleição daquele ano.

Destaques


- BRADESCO PN fechou em queda de 8,92%, maior declínio em quase oito anos. O segundo maior banco privado do País reportou queda anual de 21,5% no lucro líquido, para R$ 3,236 bilhões no terceiro trimestre, com números do período mais fracos que o esperado pelos analistas do BTG Pactual.

- BANCO DO BRASIL perdeu 6,41%, após divulgar resultado trimestral que mostrou queda de 26,6% no lucro líquido de julho a setembro ante igual período do ano passado, para R$ 2,246 bilhões.

- PETROBRAS PN caiu 6,91%, após ter subido mais de 3% no melhor momento da sessão, enquanto PETROBRAS ON recuou 4,99%, com os preços do petróleo firmando-se no vermelho ao longo da sessão. A petrolífera divulgou seu balanço após o fechamento, com prejuízo líquido de R$ 16,458 bilhões.

- VALE PNA subiu 7,48% e VALE ON ganhou 8,21%, mantendo a tendência de alta dos pregões anteriores em meio à alta nos preços do minério de ferro.

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