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Bradesco espera maior demanda de fundos de private equity por fusões no Brasil

Economia|Do R7

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Por Tatiana Bautzer

NOVA YORK (Reuters) - O interesse de grandes fundos globais de private equity por ativos brasileiros é cada vez mais forte à medida que as taxas de juros chegam a mínimas históricas, afirmou nesta quinta-feira um executivo do Bradesco.

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O Banco Central reduziu a Selic em 6,75 pontos percentuais desde setembro do ano passado. Isso pode reduzir os custos de financiamento e aliviar os riscos de aquisições alavancadas, normalmente feitas por fundos de private equity.

"As perspectivas de fusões e aquisições no Brasil estão mudando rapidamente", disse Leandro Miranda, chefe da divisão de banco de investimento do Bradesco BBI, durante conferência com investidores.

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Procedimentos de due diligence mais rigorosos reduziram as operações de fusões no Brasil, no encalço da operação Lava Jato, que envolveu grandes empresas brasileiras de vários setores.

À medida que as empresas envolvidas nas investigações resolvem seus problemas para poder vender ativos e as taxas de juros diminuem, a atividade de fusões tende a ganhar tração, disse Miranda.

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O reaquecimento da atividade de mercados de capitais no Brasil também pode fornecer uma saída para os investimentos das empresas que compram e vendem participações e um incentivo para injetar mais capital em novos ativos, acrescentou.

Ofertas iniciais de ações na bolsa paulista levantaram o equivalente a 3,4 bilhões de dólares 2017, mais do que os três anos anteriores juntos. As empresas estão correndo para abrir capital, em meio a preocupações de que as eleições de 2018 esfriem a demanda por ativos mais à frente.

(Por Tatiana Bautzer)

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