Economia Brasil abre 300 mil novas empresas em 2019, após três anos de perdas

Brasil abre 300 mil novas empresas em 2019, após três anos de perdas

Mais de 5,2 milhões de firmas em atividade empregavam 53,2 milhões de trabalhadores há dois anos, aponta IBGE

  • Economia | Do R7

Número de empresas cresceu 8,5% desde 2007

Número de empresas cresceu 8,5% desde 2007

Pixabay

O número de empresas instaladas no Brasil interrompeu a sequência de três anos consecutivos de queda e cresceu 6,1% em 2019, de acordo com dados do CEMPRE (Cadastro Central de Empresas) divulgados nesta quinta-feira (24).

A abertura de 301.388 novas firmas no período fez o volume de companhias em operação saltar para 5.239.249, maior número desde 2007, ano que marca o início da série histórica da pesquisa.

No período acumulado entre 2007 e 2019, o número de empresas e outras organizações formais ativas no Brasil cresceu 8,5%, passando de 4,4 milhões para 5,2 milhões, o que representa um acréscimo de quase 819 mil firmas.

O estudo classifica a redução na quantidade de empresas em operação no Brasil entre os anos de 2014 e 2018 como resultado do fraco desempenho do PIB (Produto Interno Bruto). Desde então a única exceção havia sido registrada em 2015, quando o número de companhias aumentou 0,2%.

No período de análise, 87,9% das empresas situadas no Brasil tinham até nove funcionários. Outras 10,4% empregavam entre 10 e 49 pessoas, 1,3% de 50 a 249 profissionais e somente 0,4% tinham 250 ou mais trabalhadores.

Emprego e renda

A pesquisa também aponta para um crescimento em ritmo menor, de 1,9%, no número de pessoas ocupadas, passando de 52,2 milhões para 53,2 milhões entre 2018 e 2019. Do total, 46,2 milhões (86,8%) atuavam como funcionários assalariados das empresas e os demais 7 milhões (13,2%) na condição de sócio ou proprietário.

Conforme a análise divulgada pelo IBGE, os dados atualizados indicam que o número de trabalhadores assalariados aumentou 1,7% (758,6 mil pessoas), e os sócios e proprietários aumentaram 3,6% (244,1 mil pessoas).

Entre 2008 e 2014, as variações do pessoal assalariado foram positivas, atingindo o maior valor em 2010 (6,9%), e o menor em 2014 (0,8%). Nos anos de 2015 e 2016, no entanto, as variações foram negativas, de -3,6% e -4,4%, respectivamente, voltando a aumentar em 2017 (1,2%), em 2018 (0,9%) e novamente em 2019.

Já os salários e outras remunerações pagas somaram R$ 1,8 trilhão em 2019, o que corresponde a uma renda média mensal de R$ 2.975,74. O valor é equivalente a três salários mínimos, na época fixado em R$ 998. No ano anterior, a remuneração média era de R$ 3.085,21.

Setores

Comércio representa 1 de cada 3 negócios no Brasil

Comércio representa 1 de cada 3 negócios no Brasil

Rovena Rosa/Agência Brasil - 19/04/2021

Na análise entre os setores de atividade, o estudo aponta que o comércio segue como o segmento com o maior número de empresas: 1.793 803, número que representa 34,4% de todos os negócios ativos no Brasil. O segmento é também o com o maior número de profissionais, com 11.350.122 (21,3%) contratados.

Na sequência, aparecem as firmas de atividades administrativas e indústrias de transformação, que somam, respectivamente, 514.749 (9,8%) e 390.555 (7,5%) empresas em operação no território nacional.

Leia mais: Comércio cresce 1,8% em abril e retoma nível pré-pandemia

Na comparação com 2018, atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados e informação e comunicação responderam pelos maiores aumentos de pessoal assalariado (11,3% e 6%, respectivamente). Por outro lado, as maiores perdas aconteceram nos segmentos de educação (-1,2%) e outras atividades de serviços (-0,8%).

Os maiores salários médios mensais foram pagos aos profissionais que trabalham no setor de eletricidade e gás (R$ 7.185,14), que representa uma remuneração mais de 100% superior à média nacional.

Na sequência, aparecem os ocupados em empresas de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (R$ 5.941,42) e organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais (R$ 5.857,13).

Últimas