Brasil abre 58,5 mil vagas formais em julho, pior resultado da série histórica para o mês
Dados do Ministério do Trabalho mostram 2,26 milhões de admissões e 2,20 milhões de desligamentos no mês
Economia|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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O Brasil abriu 58.568 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi o pior para o mês de julho desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020.
O resultado do mês passado foi fruto de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos.
No acumulado de 2026, segundo o ministério, o mercado de trabalho formal registra a abertura de 972.203 postos (16.257.880 admissões e 15.285.677 desligamentos). Esse é o menor resultado para o intervalo de janeiro a julho desde 2023.
Nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, foram criados 880.717 empregos formais, o que representa crescimento de 1,87% no período.
Com o resultado de julho, o estoque de vínculos formais de trabalho no país chegou a 48.082.866 empregos. O número considera os trabalhadores com carteira de trabalho assinada.
Resultado por setor
Entre os grandes setores da economia, quatro dos cinco registraram saldo positivo na criação de empregos em julho. O setor de Serviços liderou a abertura de vagas, com 24.098 novos postos, seguido pela Construção, com 12.691, pela Agropecuária, com 12.523, e pela Indústria, que registrou saldo de 11.315 empregos.
Na contramão dos demais segmentos, o Comércio encerrou o mês com saldo negativo. Foram 2.056 postos de trabalho a menos no setor em julho, único entre os cinco grandes grupamentos de atividade econômica a apresentar retração no período.
A geração de empregos foi positiva na maior parte do país. 22 das 27 unidades federativas registraram saldo positivo em julho. Em números absolutos, São Paulo teve o maior resultado, com 17.814 novos postos, seguido por Mato Grosso, com 5.766, e Minas Gerais, com 5.199.
Quando o resultado é considerado proporcionalmente ao estoque de empregos de cada estado, os maiores crescimentos foram registrados no Amazonas, com alta de 0,63%, seguido por Mato Grosso, com 0,59%, e Piauí, com 0,52%.
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