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Brasil fecha mais de 100 mil empregos formais e tem pior maio em 23 anos

Economia|Do R7

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Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil fechou 115.599 vagas formais de trabalho em maio, no pior resultado para o mês já visto, reforçando a fraqueza no mercado de trabalho em meio ao cenário de atividade econômica debilitada e inflação elevada.

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Também foi a primeira vez que ocorreu fechamento de postos em maio, desempenho muito pior do estimado pelos especialistas, mostrou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cuja série histórica começa em 1992, divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira.

A mediana das expectativas de analistas apontava para o fechamento de 38 mil postos em maio, segundo pesquisa da Reuters. Em abril, foram fechadas 97.827 vagas no país, segundo dados não ajustados.

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O resultado do último mês foi fundamentalmente impactado pelo fechamento de 60.989 postos na indústria de transformação. Também pesaram o desempenho da construção civil (-29.795), serviços (-32.602) e comércio (-19.351), sendo que dos oito segmentos levantados, apenas a agricultura mostrou saldo positivo (+28.362).

Com isso, houve demissão líquida de 243.948 trabalhadores nos cinco primeiros meses do ano, em dados ajustados que incorporam informações declaradas fora do prazo.

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Dados divulgados mais cedo pelo Banco Central sugerem que a economia iniciou o segundo trimestre encolhendo ainda mais, após a queda de 0,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano.

Em abril, o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), espécie de sinalizador do PIB, recuou 0,84 por cento sobre março, bem pior que o projetado por analistas.

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Nos três meses encerrados em abril, a taxa de desemprego no Brasil subiu a 8,0 por cento, ante 7,1 por cento em igual período de 2014, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pior no mercado de trabalho reflete o aumento da procura por emprego em uma ponta e a criação de menos postos em outra, engrossando a fila dos que seguem buscando ocupação.

Para o ministro do Trabalho, Manoel Dias, há perspectiva de melhora no quadro de geração de vagas a partir do segundo semestre.

"O FGTS já desembolsou 20 bilhões de reais, neste primeiro semestre, para o setor da habitação e saneamento básico. Esse recurso vai ajudar a recuperar os empregos na construção civil, que deve gerar mais de 1 milhão de novos postos ainda em 2015", comentou.

Por ora, a construção civil segue com saldo negativo de 108.573 vagas de janeiro a maio no dado ajustado.

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