Logo R7.com
RecordPlus

Brasil tem 3 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego, menor nível desde 2016

Desemprego recuou e chegou a 6,2% no trimestre encerrado em outubro, menor patamar desde o início da série histórica, em 2012

Economia|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

  • Google News
Brasil tinha 3 milhões de desalentados em 2023

O Brasil registrou 3 milhões de pessoas desalentadas no trimestre encerrado em outubro, o menor contingente desde abril de 2016 (2,9 milhões).

O resultado mostra um recuo de 5,5% (menos 176 mil pessoas) no trimestre e 11,7% (menos 403 mil pessoas) no ano. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Leia mais

Essa categoria é classificada como aqueles com mais de 14 anos que estavam fora do mercado de trabalho e não realizaram busca efetiva por uma colocação por uma das seguintes razões:

  • - Não conseguiam trabalho
  • - Mão tinham experiência
  • - Eram muito jovens ou idosos
  • - Não encontraram trabalho na localidade

O estudo mostrou ainda que a taxa de desemprego recuou e chegou a 6,2% no trimestre encerrado em outubro, menor patamar desde 2012, quando se iniciou a série histórica.


A pesquisa aponta que 6,8 milhões de brasileiros estão desocupados e, portanto, fora do mercado de trabalho. Trata-se do menor número desde dezembro de 2014.

Segundo o IBGE, a população sem ocupação recuou nas duas comparações: -8% (menos 591 mil pessoas) no trimestre e -17,2% (menos 1,4 milhão de pessoas) no acumulado do ano.


Recorde de pessoas empregadas

A população ocupada chegou a 103,6 milhões, novo recorde da série histórica, crescendo em ambas as comparações: 1,5% (mais 1,6 milhão de pessoas) no trimestre e 3,4% (mais 3,4 milhões de pessoas) no ano.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) subiu para 58,7%, recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 0,8 ponto percentual no trimestre (57,9%) e 1,5 ponto percentual (57,2%) no ano.


Salário médio do brasileiro

Os brasileiros empregados recebem, em média, R$ 3.255, e a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 332,6 bilhões.

Funcionários do transporte, armazenagem e correio (4,9%, ou mais R$ 146) e informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (4,2%, ou mais R$ 188) tiveram reajuste no período. Os demais grupamentos não mostraram variações significativas.

A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, explica que, “embora o rendimento médio não tenha mostrado variação estatisticamente significativa frente ao trimestre móvel anterior, a massa de rendimentos cresceu nas comparações trimestral e anual, devido ao aumento do número de pessoas trabalhando e recebendo rendimentos”.

Força de trabalho recorde

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de agosto a outubro, chegou a 110,4 milhões de pessoas, novo recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 0,9% (mais 989 mil pessoas) frente ao trimestre de abril a junho e 1,8% (mais 2 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre móvel de 2023.

O IBGE classifica como força de trabalho o conjunto de pessoas ocupadas ou desocupadas em idade para trabalhar (14 anos ou mais).

Já as pessoas fora da força de trabalho (66,1 milhões) tiveram queda de 0,9% (-623 mil pessoas) no trimestre e 0,8% (menos 523 mil pessoas) no ano.

Informalidade

A taxa de informalidade foi de 38,9% da população ocupada (ou 40,3 milhões de trabalhadores informais) contra 38,7% (ou 39,4 milhões) no trimestre encerrado em julho e 39,1% (ou 39,2 milhões) no mesmo trimestre de 2023.

Segundo o estudo, a alta na informalidade foi puxada pelo novo recorde de trabalhadores sem carteira assinada, uma vez que o número de trabalhadores por conta própria manteve estabilidade.

Crescimento por grupos de atividade

Segundo o levantamento, a análise da ocupação por grupamentos de atividade mostrou aumento em três grupamentos em comparação com o trimestre de maio a julho:

  • indústria geral (2,9%, ou mais 381 mil pessoas)
  • construção (2,4%, ou mais 183 mil pessoas)
  • outros serviços (3,4%, ou mais 187 mil pessoas).

Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.