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Brasil tem que continuar negociando para enfrentar protecionismo europeu, diz economista

‘A Europa é, historicamente, muito protecionista’, argumenta professor

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Parlamento Europeu aprovou a redução de tarifas de importação sobre produtos dos EUA.
  • A União Europeia eliminou tarifas sobre produtos industriais dos EUA e priorizou produtos agrícolas americanos.
  • O Brasil precisa continuar negociando para que seus interesses prevaleçam sobre o protecionismo europeu.
  • Ricardo Hammoud destaca a eficiência do Brasil na produção e a importância de buscar novos parceiros comerciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (16) uma redução das tarifas de importação sobre vários produtos dos Estados Unidos. O acordo foi firmado em 2025 e, diante da demora, Donald Trump ameaçou impor tarifas altas caso o bloco não adotasse as medidas até 4 de julho.

A União Europeia concordou em eliminar as tarifas sobre os produtos industriais norte-americanos e dar preferência aos produtos agrícolas dos Estados Unidos. Assim, os EUA mantiveram as tarifas de 15% sobre a maior parte dos bens europeus.


Vista ampla de plenário do Parlamento Europeu, com muitas pessoas sentadas em formato semicircular e bandeiras ao fundo
União Europeia concordou em dar preferência aos produtos agrícolas dos EUA Reprodução/Record News

“A Europa, historicamente, é muito protecionista. O lobby dos produtores agrícolas europeus é gigante. Eles não têm condição nenhuma de competir com o Brasil ou com muitos outros países. Então eles fazem um lobby gigante [...]. Tanto que o acordo do Mercosul com a Europeia durou muito tempo e ainda vai ter que ser ratificado. Mas é um acordo que demorou tanto tempo, porque os produtores agrícolas têm um poder dentro da União Europeia”, diz Ricardo Hammoud, professor de economia, em entrevista ao Conexão Record News.

Segundo ele, o Brasil precisa continuar negociando, pois o processo é mais eficiente do que a tática dos norte-americanos, que pode ser benéfica no curto prazo, mas pode ter efeitos prejudiciais no médio e longo prazo.


“O Brasil produz barato, produz de forma muito eficiente, são produtos de boa qualidade, a gente tem respeito à maioria das regras fitossanitárias e a gente vai buscar a Alemanha, buscar outros parceiros que podem ajudar a gente mesmo dentro do bloco, [...] através de negociação, trazer os nossos interesses para prevalecerem sobre o protecionismo”, afirma Hammoud.

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