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Cade vai aprofundar análise do negócio entre Itaú Unibanco e MasterCard

Economia|Do R7

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu aprofundar a análise do ato de concentração entre Itaú Unibanco e MasterCard Brasil Soluções de Pagamento que consiste na formação de uma joint venture para a gestão de uma nova bandeira de cartão.

Em despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, a Superintendência-Geral do órgão declara o negócio "complexo" e determina a realização de novas diligências para poder entender melhor a dinâmica concorrencial do mercado e as condições de rivalidade nos mercados afetados pelo negócio.

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Dentre as novas ações, as duas empresas devem apresentar "eficiências econômicas geradas pela operação, apresentando as justificativas econômicas da operação, em detalhes, sob o ponto de vista de cada uma das requerentes". Com isso, o Cade quer saber, entre outros aspectos, "como os consumidores serão beneficiados com a operação, especificando inclusive como os novos serviços propostos pela joint venture se diferenciam do que hoje as partes já ofertam ao mercado".

Além disso, no que se refere aos poderes que o Itaú deterá sobre o novo arranjo, a empresa deve detalhar de que maneira a joint venture resguardará o sigilo de informações sensíveis de seus clientes e a ingerência sobre questões que podem resultar em discriminação de concorrentes do Grupo Itaú Unibanco.

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A associação das duas empresas foi notificada ao Cade em 18 de setembro deste ano. Esta é a segunda vez que as companhias apresentam ao órgão a intenção de formar essa joint venture. O processo da primeira notificação, feita em março, foi arquivado pelo Cade em agosto a pedido das empresas, que na ocasião informaram haver mudanças nas negociações e que apresentariam um novo ato ao Cade, o que foi feito em setembro.

O objetivo da joint venture entre Itaú Unibanco e MasterCard é ofertar ao público em geral uma nova bandeira de cartão de crédito/débito, a ser operada por um novo arranjo de pagamento.

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De acordo com nota técnica do Cade, "a instrução realizada até o momento pela Superintendência-Geral apontou que a operação resulta em potenciais integrações verticais entre os mercados de bandeira de cartão de crédito (arranjo de pagamentos) e os mercados de emissão de cartões de crédito e de credenciamento de captura de transações (adquirência), além de uma sobreposição no mercado de arranjos de pagamentos, entre a bandeira Hipercard e a nova bandeira a ser criada".

Verificou-se ainda, segundo a nota, a existência de grandes barreiras à entrada no mercado de credenciamento de captura de transações, além de condições que favorecem a prática de condutas potencialmente anticompetitivas tanto nos mercados de credenciamento quanto no de emissão de cartões de crédito, já que a operação proporciona ao Itaú ingerência sobre um arranjo de pagamento que transacionará com empresas concorrentes de seu grupo econômico, possibilitando o acesso a informações sensíveis de concorrentes e seus clientes.

Com as novas diligências, a Superintendência-Geral do Cade poderá, se for o caso, pedir prorrogação do prazo de avaliação do negócio.

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