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Cai o número de fábricas com dificuldade para comprar semicondutores

Disponibilidade de insumos vem melhorando com a normalização do transporte marítimo após a reabertura dos portos de Xangai e a desaceleração da economia global

Economia|Do R7

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25% das fábricas de eletrônicos têm estoques de componentes acima do normal
25% das fábricas de eletrônicos têm estoques de componentes acima do normal

A crise de abastecimento continua dando sinais de distensão na indústria de aparelhos eletroeletrônicos, onde a dificuldade das fábricas para encontrar semicondutores no mercado internacional persiste, porém em número menor de empresas.

Segundo a última sondagem da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), 59% das associadas que dependem do insumo tiveram dificuldades na compra do componente no mês passado. Ainda que seja alto, o porcentual ficou bem abaixo do apurado na pesquisa de agosto (70%) e é o menor desde julho de 2021.

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A disponibilidade de insumos vem melhorando com a normalização do transporte marítimo após a reabertura dos portos de Xangai — cujo fechamento por dois meses, em razão da política chinesa de covid zero, gerou caos logístico — e a desaceleração da economia global.

A Abinee ressalta, contudo, que, apesar da melhora, a situação ainda não voltou ao normal e continua afetando a produção da indústria de aparelhos eletrônicos, como celulares, notebooks e tevês. No mês passado, mais da metade das fábricas (51%) teve atrasos ou, em menor número (7%), até mesmo paradas de parte da produção por falta de componentes eletrônicos no mercado.

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Ainda assim, uma em cada quatro fábricas de aparelhos eletrônicos tinha no mês passado estoques de componentes e matérias-primas acima do normal. O número é explicado pelo aumento de produção nesta época do ano para abastecimento do varejo antes das vendas de Black Friday e Natal, dois dos principais eventos comerciais do ano.

A sondagem da Abinee revela também um relaxamento nos custos das empresas. O total de associadas que relataram pressões de custos em energia, água e impostos, entre outros, caiu para 23%, o menor porcentual em dois anos. Já os relatos de pressões acima do normal nos custos de componentes foram feitos por 50% das empresas consultadas, bem abaixo das mais de 90% de meados de 2021.

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