Carta de salvaguarda: entenda instrumento de proteção no acordo Mercosul-UE
Setores produtivos dos países temem que zona de livre comércio crie balanças econômicas muito desiguais
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que segue para análise do Senado. Se aprovado nesta última etapa, o texto pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. Mas ainda é necessário aguardar a validação dos outros países envolvidos, que podem implementar medidas de proteção a suas economias.
No comércio internacional, isso pode ser obtido através de “cartas de salvaguarda”, explica a economista Carla Beni em entrevista ao Conexão Record News. O tratado prevê a redução ou o fim gradual de tarifas de importação e exportação entre os blocos, o que tende a incentivar transações, mas pode criar balanças comerciais desproporcionais.

“É muito importante que a gente receba tecnologia, insumos, para que a gente possa se desenvolver internamente. Senão a gente vai ficar com um comércio muito desigual, no sentido de que a gente recebe grandes mercadorias com valor agregado maior, e no final acaba exportando commodities de valor agregado menor”, pontua a especialista.
Para o Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin já mencionou que um pacote de proteção aos setores do agronegócio e da indústria é preparado. Ele deve ser editado pelo governo nos próximos dias.
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