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Catar construirá refinaria de açúcar para evitar problemas com boicote, dizem fontes

Economia|Do R7

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Por Jonathan Saul e Tom Finn e Maha El Dahan

LONDRES/DUBAI (Reuters) - O Catar está construindo uma refinaria de açúcar em uma tentativa de evitar problemas de abastecimento depois que os países vizinhos do Golfo Pérsico cortaram laços econômicos e políticos com Doha há mais de um ano, disseram fontes.


Em condições comerciais normais, a construção de uma refinaria no Catar faria pouco sentido comercial por causa dos preços baixos do açúcar, dos estoques mundiais excedentes e da presença de refinarias regionais que poderiam fornecer suprimentos, disseram as fontes.

Mas eles disseram que o Catar, com seus enormes recursos financeiros gerados pelas exportações de gás e como anfitrião da Copa do Mundo de 2022, quer evitar qualquer risco para o desértico país, que depende fortemente de importações para alimentar sua população de 2,7 milhões de pessoas.


Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito romperam relações com o Catar em junho de 2017, acusando-o de fomentar a agitação regional, apoiar o terrorismo e se aproximar demais do Irã. Doha nega todas as acusações.

"Isso fortalecerá nossa independência e, pela vontade de Deus, ajudará a quebrar as restrições impostas à nossa economia. Agora, mais do que nunca, devemos ser capazes de nos sustentar", disse à Reuters uma autoridade do Ministério da Economia.

Ela disse que a refinaria ficaria perto do porto de Hamad, a 40 quilômetros ao sul de Doha, e começaria a ser levantada até o final de 2019 ou início de 2020. O funcionário se recusou a fornecer mais detalhes.

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