Economia Cemig planeja vender fatias em Santo Antônio e Belo Monte para focar em MG, diz Zema

Cemig planeja vender fatias em Santo Antônio e Belo Monte para focar em MG, diz Zema

ENERGIA-CEMIG-VENDAS:Cemig planeja vender fatias em Santo Antônio e Belo Monte para focar em MG, diz Zema

Reuters - Economia

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A estatal mineira Cemig planeja vender sua participação nas hidrelétricas de Santo Antônio e Belo Monte, além de sua fatia na Renova Energia, em busca de resgatar parte do que foi investido nesses ativos e trazer o foco da companhia ao Estado de Minas Gerais, afirmou à Reuters o governador mineiro, Romeu Zema (Novo).

Tais ativos, segundo o governador, não dão retorno financeiro à companhia, que precisa se capitalizar para fazer frente aos investimentos necessários em Minas Gerais.

A venda desses ativos se somaria ao processo já em curso de alienação da participação da Cemig na transmissora de energia elétrica Taesa, avaliada em cerca de 2 bilhões de reais, segundo Zema. O desinvestimento na Taesa encontra desafios, mas poderá ser concluído neste ano, acrescentou.

"Minas precisa de uma empresa bem equipada, renovada, para atender Minas como precisa ser. O destaque é na eletrificação rural que hoje é toda monofásica e vamos levar para trifásico. O produtor rural de Minas liga TV e geladeira, mas se quiser ligar um equipamento não tem energia", afirmou Zema, em uma entrevista na semana passada.

Ele criticou ainda administrações passadas, que teriam direcionado recursos da Cemig para projetos nacionais. "A Cemig em Minas está sucateada em termos de infraestrutura de geração, transmissão e distribuição. Por isso, ela atende tão mal o consumidor mineiro", disse.

Zema defende ainda que a Cemig futuramente seja privatizada e transformada em uma corporation, a exemplo do que ocorreu com a BR Distribuidora, sendo que o Estado manteria uma golden share para decisões estratégicas. No entanto, o governador ponderou que, devido à complexidade, a ideia deverá ficar para um eventual segundo mandato.

Procurada, a Cemig não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

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