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China: exportações crescem 48,3% em fevereiro após queda no mês anterior

Economia|Do R7

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As exportações da China cresceram 48,3% em fevereiro na comparação anual, informou a Administração Geral das Alfândegas. O número reverte a queda de 3,3% das exportações de janeiro, e ficou bem acima da previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que estimavam um aumento de 13,3%.

O resultado, no entanto, é visto com cautela por analistas, uma vez que as importações continuaram a cair em meio a uma fraca demanda do país, cujo crescimento está desacelerando. Economistas também alertaram que os números podem ter sido afetados pelo feriado do ano novo chinês.

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"Estes foram bons números de exportação, mas não podemos dizer que foi uma grande ajuda para a economia", disse Andrew Polk, economista do Conference Board. "É apenas um foco de incêndio a menos que (o Partido Comunista) terá que enfrentar."

Já as importações caíram 20,5% no mês também na comparação anual, recuo maior do que os 19,9% registrados em janeiro. Analistas estimavam que o número ficaria na casa dos 10%.

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A queda, no entanto, pode ser explicada em parte pelo declínio dos preços do petróleo e de outras commodities importantes, como o minério de ferro. A importação de ambos cresceu 11% em volume, mas caiu 46% e 39% em valor, respectivamente.

Com o resultado, o superávit comercial da China em fevereiro ficou em US$ 60,6 bilhões, ante US$ 60 bilhões no mês anterior. A estimativa era que ele chegasse a US$ 60,2 bilhões.

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Juntando os dois primeiros meses do ano, as exportações cresceram 15% e as importações caíram 20,2%, acumulando um superávit de US$ 120,7 bilhões. A cifra é bem maior do que a de 2014, quando o acumulado em janeiro e fevereiro foi de apenas US$ 8,88 bilhões, resultado de uma queda das exportações de 1,6% e um crescimento de 10% das importações.

Para alguns analistas, os números de fevereiro podem ter sido distorcidos por alguns fatores, como a baixa base de comparação do ano passado, quando autoridades desbarataram um esquema fraudulento de exportação, assim como as comemorações do ano novo chinês, que no ano passado aconteceram em janeiro. O feriado pode ter levado parte da indústria a adiantar os embarques.

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"Nós ainda acreditamos em um cenário desafiador para as exportações chinesas este ano", escreveram os economista da ANZ Li-Gang Liu e Hao Zhou, em nota a clientes.

No sábado, o ministro do Comércio, Gao Hucheng, afirmou a repórteres esperar que o país consiga alcançar a meta de elevar o resultado combinado de exportações e importações em 6% este ano. Hucheng também disse que, com base em indicações preliminares, os números de março devem vir melhores do que os de fevereiro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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