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China pede aos EUA que faça "escolha sábia" antes de decisão sobre tarifas

Economia|Do R7

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Por David Lawder e Michael Martina

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) - A China pediu aos Estados Unidos nesta quinta-feira que tome uma "decisão sábia" sobre o comércio, afirmando que está pronta para responder no caso de Washington escolher o confronto no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, se prepara para decidir se coloca em prática tarifas sobre bens chineses.

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Trump deve divulgar revisões de sua lista inicial de tarifas, visando 50 bilhões de dólares em produtos chineses, na sexta-feira. Pessoas familiarizadas com as revisões disseram que a lista será ligeiramente menor do que a original, com alguns bens retirados e outros acrescentados, particularmente no setor de tecnologia.

Outra autoridade disse que um esboço de documento mostrou que a nova lista ainda estaria próxima de 50 bilhões de dólares, com cerca de 1.300 categorias de produtos, mas tanto o volume em dólares quanto a quantidade de produtos estão sujeitos a mudanças.

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Falando a repórteres em Pequim, com o secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo ao seu lado, o principal diplomata chinês, Wang Yi, disse que há duas escolhas quando se trata da questão comercial.

"A primeira escolha é cooperação e benefício mútuo. A outra escolha é confronto e perda mútua. A China escolhe a primeira", disse Wang. "Esperamos que o lado norte-americano possa também fazer a mesma escolha sábia. Claro, também nos preparamos para responder à segunda escolha."

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O movimento em direção à implementação de tarifas dos EUA sobre produtos chineses acontece depois das negociações entre as autoridades norte-americanas e chinesas centradas no aumento das compras de commodities agrícolas e energéticas dos EUA por Pequim e na redução do déficit comercial dos EUA com a China.

Ainda não está claro quando Trump colocaria em prática as tarifas, se decidir por isso. Diversos lobistas da indústria disseram à Reuters que esperam que a mudança aconteça na sexta-feira, ou que seja adiada até a semana que vem.

Se Washington aplicar tarifas, Pequim deve retaliar com suas próprias tarifas sobre as importações dos EUA, incluindo soja, carros, produtos químicos e aviões, de acordo com uma lista divulgada no início de abril.

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