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CMN altera conceito de risco de exposição de bancos a empresas controladas pela União

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou o conceito de exposição dos bancos às empresas controladas pela União eliminando o parâmetro do risco conjunto dessas companhias e autorizando as instituições financeiras a adotar uma análise de risco que avalie se há dependência econômica entre essas firmas.

A alteração aprovada pelo CMN, por meio da resolução 4.378, e anunciada nesta quinta-feira visa adequar as regras brasileiras ao padrão da regulamentação internacional sobre esse tema.

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"O que se faz agora é verificar efetivamente o risco e o comportamento dessas empresas. Faz-se uma análise um pouco mais detalhada para verificar se há dependência econômica entre as empresas", explicou o chefe do Departamento de Regulação Prudencial e Cambial do Banco Central, Caio Ferreira.

O limite de exposição dos bancos --seja em crédito, ações, derivativos-- a clientes pessoas jurídica é de 25 por cento, conforme regras do Comitê de Basileia.

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No caso brasileiro, segundo informou Ferreira, os bancos possuem uma exposição inferior ao limite de 25 por cento ao risco das companhias controladas pela União.

"Só faz sentido fazer a soma (do risco de crédito) de uma empresa com outra se elas tiverem uma correlação de atividade. Se estão atuando em setores diferentes, o fato de haver um problema em uma não significa que a outra terá. Então, nesse caso, não haverá soma (do risco de exposição)", comentou.

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(Reportagem de Luciana Otoni)

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