CNI diz que tarifa de 12,5% era esperada e defende negociação com os EUA
Ricardo Alban afirmou que a indústria precisa avaliar os efeitos da nova cobrança antes de medir impactos para os diferentes setores
Economia|Do R7, em Brasília
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O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, afirmou nesta quinta-feira (23) que a tarifa adicional de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros era esperada, já que a medida foi aplicada a mais de 60 países. Apesar disso, ele defendeu que o Brasil mantenha as negociações com o governo norte-americano.
Segundo Alban, a indústria ainda precisa avaliar os efeitos da nova cobrança antes de medir os impactos para os diferentes setores.
“Essa nova tarifa de 12,5% foi um assunto específico, mas está no bojo da nossa conversa. Nós precisamos entender primeiro qual é o efeito multiplicador dela e que tipo de cumulatividade vai ter, entender quais são as exceções para os setores. Isso ainda precisa ser debulhado”, afirmou.
Após reunião com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, Alban disse que saiu satisfeito com a sinalização do governo de manter o diálogo com os Estados Unidos.
“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o país vai continuar negociando. Essa é a opção que existe neste momento”, declarou.
O presidente da CNI também destacou a diferença de poder econômico entre os dois países. “Nós temos que entender que estamos negociando com a maior economia do mundo e com um poder de barganha muito grande. E isso não significa que temos que chegar com a cabeça baixa”, disse.
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