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Com licença do BC, Mercado Livre acelera aposta em serviços financeiros

Economia|Do R7

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Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A Mercado Livre vai ampliar o catálogo de produtos financeiros a pessoas e pequenas empresas após ter recebido aval para atuar como instituição de pagamentos, à medida que sua unidade Mercado Pago ganha crescente relevância nos resultados do grupo.

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Com a licença recebida do Banco Central nesta quinta-feira, o maior grupo de comércio eletrônico da América Latina passará a oferecer diretamente serviços como empréstimos, que hoje faz por meio de instituições financeiras, disse à Reuters o vice-presidente de operações da empresa, Stelleo Tolda.

"Poderemos, por exemplo, ter uma conta com remuneração financeira, como já fazemos na Argentina", disse Tolda, citando também empréstimos a pequenos lojistas e a pessoas físicas. A conta permite ainda serviços como pagamento de boletos, carregar bilhetes de vale-transporte, e créditos para celulares pré-pagos e envio de recursos para terceiros.

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"O mercado de serviços financeiros é muito carente em toda a América Latina e queremos democratizar o acesso", disse Tolda.

A empresa com sede na Argentina, e com operações em 18 países da América Latina incluindo Brasil, anunciou nesta quinta-feira que o volume transacionado via Mercado Pago, que inclui adquirência de cartões, somou 4,6 bilhões de dólares no terceiro trimestre, alta de 24,1 por cento ante mesma etapa de 2017.

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Na plataforma de comércio eletrônico, o volume bruto de vendas (GMV, na sigla em inglês) foi de 3 bilhões de dólares, com um aumento de 27,9 por cento em moeda constante ano a ano. Mais cedo, a rival nacional B2W divulgou que o GMV do terceiro trimestre cresceu 23,7 por cento ano a ano, para 3,6 bilhões de reais.

A receita líquida da companhia de julho a setembro somou 355,3 milhões de dólares, um aumento de 16,5 por cento no comparativo anual, com destaque para o Brasil, seu principal mercado, que teve alta de 25 por cento.

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Ainda assim, o Mercado Livre teve no trimestre um prejuízo líquido de 10,1 milhões de dólares, após ter tido lucro líquido de 27,67 milhões de dólares um ano antes. Na base sequencial, porém, o prejuízo foi 61 por cento menor.

Tolda disse que a companhia está cumprindo um plano de investimento de cerca de 2 bilhões reais previsto para 2018, com boa parte dos recursos sendo empregado em centros de distribuição e em logística, para agilizar as entregas, além de marketing.

De todo modo, o ritmo de expansão de produtos vendidos diminuiu dos 55,7 por cento para 12,6 por cento no trimestre, na comparação ano contra ano, a 83,5 milhões, devido à adoção de uma taxa fixa no Brasil de 5 reais por venda de produtos com valor inferior a 120 reais e a eliminação de anúncios abaixo de 6 reais, para incentivar a compra de itens com valores maiores.

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