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Com maior cautela no exterior, dólar sobe e Ibovespa hesita no começo do dia

Inflação e a expectativa de aperto monetário por bancos centrais enfraquecem praças acionárias; preços de commodities avançam  

Economia|Do R7

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Painel eletrônico da B3 mostra cotações do mercado de ações
Painel eletrônico da B3 mostra cotações do mercado de ações Reuters/Aluísio Alves - 17/12/2019

O dólar registrava alta frente ao real nesta quarta-feira (19), acompanhando movimento externo de maior cautela. As causas eram os temores relacionados com a inflação e a expectativa de aperto monetário agressivo por grandes bancos centrais, enquanto a cena eleitoral doméstica continuava no radar.

Às 10h10, na hora de Brasília, o dólar à vista avançava 0,57%, a R$ 5,2851 na venda. No mesmo horário, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,77%, a R$ 5,2960. 


O Ibovespa hesitava nos primeiros negócios do dia, após duas altas seguidas, em meio à fraqueza de praças acionárias no exterior, apesar do avanço nos preços de commodities, como o petróleo.

Às 10h03, o Ibovespa subia 0,01 %, a 115.753,49 pontos.


No início desta semana, o sentimento de risco de investidores do mundo inteiro havia mostrado alívio, após a reversão de um polêmico plano fiscal no Reino Unido, mas "dados de inflação na Europa desestabilizaram o otimismo que estávamos vendo até então", disseram estrategistas da Guide Investimentos, em nota.

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Dados desta quarta-feira mostraram que a inflação no Reino Unido voltou a uma máxima de 40 anos, a 10,1%, enquanto o avanço dos preços ao consumidor na zona do euro, em setembro, foi revisado para baixo, a 9,9% na base anual, nível que ainda é recorde.


As leituras que vieram depois de o cenário da semana passada mostrar alta dos preços ao consumidor dos EUA maior do que o esperado em setembro, "[relembram] ao mercado que ainda teremos um longo caminho de ajuste monetário global pela frente", escreveu Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos.

O aumento da pressão sobre os bancos centrais das economias desenvolvidas, para que sigam apertando sua política monetária agressivamente, vem em meio a riscos crescentes de recessão.

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