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Com ou sem CPMF, aumento de custos para sociedade é inevitável, dizem economistas

Economia|Do R7

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SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (Reuters) - Uma volta da cobrança da CPMF vai ter muita dificuldade de ser aprovada pelo Congresso Nacional, mas ela é apenas umas das alternativas do inevitável aumento de custos sobre a sociedade, dada a grave situação fiscal do país, disseram economistas nesta sexta-feira.

"Temos uma crise de solvência da dívida pública e ainda não há um acordo sobre como financiar as contas. Pode ser via aumento de impostos, inflação, corte de gastos ou uma combinação das três", disse o pesquisador do Ibre/FGV, Samuel Pessoa, durante Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais da BM&FBovespa.

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Assim como Pessoa, o ex-presidente do Banco Central e sócio-fundador da A.C. Pastore & Associados, Affonso Celso Pastore, disse ser contrário à volta da CPMF e que não há condições políticas para sua aprovação pelo Congresso Nacional. "A CPMF seria altamente distorsiva para a economia", disse.

Para o ex-presidente do BC, diante do quadro político frágil, que tornam improváveis aumento de impostos ou corte adicionais de gastos públicos, a preferência do governo pode ser pressionar a autoridade monetária a reduzir os juros para dar algum fôlego para a economia. A consequência, disse, seria um aumento das pressões inflacionárias mais adiante. "Seria um retrocesso enorme", afirmou Pastore.

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No mesmo evento, o ex-ministro da Fazenda e do Planejamento Antonio Delfim Netto concordou que o país está caminhando para uum profundo desequilíbrio fiscal.

"Temo que tenhamos uma combinação de aumento de imposto com volta da inflação", disse.

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Delfim, no entanto, não considera tão improvável uma aprovação da CPMF, dado que pode haver uma costura política entre as esferas federal e estadual, ambas apertadas por orçamentos muito fracos.

"Se o governo tem coragem de mandar isso para o Congresso, é porque acha que tem condições de aprovar", afirmou.

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(Por Aluísio Alves)

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