Comércio eletrônico fatura R$ 16 bilhões no primeiro semestre deste ano
Consumidor compra mais, mas gasto por compra é menor com queda nos preços dos produtos
Economia|Joyce Carla, do R7

O comércio eletrônico brasileiro já faturou R$ 16,06 bilhões apenas nos seis primeiros meses deste ano. Isso representa um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2013, quando o setor teve um faturamento de R$ 12,74 bilhões. Os dados, divulgados nesta quarta-feira (30), são do relatório Webshoppers da E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico.
O consumidor comprou mais, porém o gasto por compra (tíquete médio) foi menor neste semestre, por causa da queda nos preços dos produtos de uma forma geral. O número de pedidos neste período foi de 48,17 milhões, sendo 36% maior em relação ao primeiro semestre de 2013. Já o tíquete médio ficou em R$ 333,40, neste caso menor, já que anteriormente foi de R$ 359,48.
Segundo o diretor-executivo da E-bit, Pedro Guasti, a diferença na cesta de produtos comercializados pela internet e a dinâmica de preços no setor fazem com que haja deflação (queda no preço dos produtos) no comércio eletrônico.
— Vemos que, na economia, a inflação vem muito próxima ao teto da meta há algum tempo. Enquanto isso, o comércio eletrônico tem deflação e pontuais altas nos preços. No entanto, como a inflação está pressionando bastante, vemos que essa deflação está diminuindo.
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Copa do Mundo
A Copa do Mundo trouxe dois aspectos diferentes para o setor. Durante o mês de jogos, o comércio eletrônico também teve efeitos negativos, com queda de 17% no faturamento na comparação com o mês imediatamente anterior aos 30 dias de Copa.
— Mas, no primeiro semestre, os consumidores aproveitaram para antecipar alguns produtos. Os aparelhos de televisão, por exemplo, tiveram elevação nas vendas no primeiro semestre do ano. Em janeiro de 2014, o produto representava 39% de participação em vendas dentro da categoria Eletrônicos. Em junho de 2014, subiu para 48%.
Mesmo assim, em uma outra pesquisa feita pela E-bit mostrou que apenas 11% dos consumidores fizeram essas compras pensando na Copa. A maior parte, 88% dos consumidores, disseram ter efetivado a compra por outro motivo e 1% não soube responder.
Previsão para 2014
Para o restante do ano, a E-bit prevê um crescimento no setor de e-commece próximo a 15%, de acordo com o diretor-executivo.
— O faturamento neste ano deve chegar a R$ 35 bilhões, o que representa um crescimento nominal de 21% ante 2013, e alcançando 104 milhões de pedidos no comércio eletrônico brasileiro.
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