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Comissão do Congresso aprova relatório de receitas para Orçamento de 2021

POLITICA-ORCAMENTO-RECEITAS:Comissão do Congresso aprova relatório de receitas para Orçamento de 2021

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feira o relatório de Receitas para o Orçamento de 2021, um dos primeiros passos para a aprovação da lei orçamentária para este ano.

Com a aprovação, começa a correr o prazo para a apresentação do parecer preliminar para o Orçamento, a cargo do senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator-geral da peça orçamentária, o que deve ocorrer na quinta-feira.

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Aprovado, o parecer preliminar estabelecerá parâmetros e critérios para a apresentação e votação de relatórios setoriais e depois, do parecer do relator-geral. Depois de passar pela CMO, o Orçamento ainda precisa ser deliberado em sessão conjunta do Congresso Nacional. A expectativa é que todo esse processo possa ocorrer ainda durante este mês.

De autoria do deputado Beto Pereira (PSDB-MS), o relatório da Receita eleva a estimativa de receitas primárias para o ano em 2,3%, o equivalente a 35,3 bilhões de reais, para um total de 1,595 trilhão de reais. Segundo o relatório, a revisão se deu a partir de uma atualização dos prognósticos para as variáveis macroeconômicas.

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"Embora acreditemos que melhores receitas não administradas pela Receita Federal do Brasil pudessem se concretizar por meio de privatização, concessões, royalties e dividendos, abstivemo-nos de incluir alterações no Orçamento de 2021 em virtude das incertezas presentes", diz Pereira, no parecer.

O atraso na votação do Orçamento este ano têm trazido sérias restrições de gestão ao governo, com alguns órgãos apontando o risco de atrasos no pagamento dos salários de servidores.

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Isso porque, enquanto o Orçamento não é aprovado, só podem ser realizadas despesas obrigatórias e de "caráter inadiável" até o limite de 1/12 avos, a cada mês, do valor previsto para cada órgão no projeto orçamentário do ano. Além disso, o Congresso também fica impossibilitado de autorizar o descumprimento da regra de ouro, que proíbe o governo de se endividar para cobrir gastos correntes.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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