Inflação

Economia Confiança do consumidor cai pela quarta vez seguida, mostra FGV

Confiança do consumidor cai pela quarta vez seguida, mostra FGV

Pesquisa aponta melhora na expectativa das pessoas mais pobres e piora para as famílias com renda acima de R$ 4.800

Agência Estado
Índice de confiança caiu pela quarta vez seguida

Índice de confiança caiu pela quarta vez seguida

Rovena Rosa/Agência Brasil

A confiança do consumidor caiu 1,4 ponto em janeiro na comparação com dezembro, divulgou nesta terça-feira (25) o Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) caiu pela quarta vez seguida e foi para 74,1 pontos.

"A confiança dos consumidores inicia 2022 em queda, influenciada pelo aumento do pessimismo em relação aos próximos meses", disse Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do Ibre/FGV.  "A piora das expectativas com relação à situação econômica geral e às finanças familiares, no entanto, sugere que a relativa satisfação com a situação corrente em janeiro pode ser temporária, havendo ainda muita incerteza quanto à evolução do endividamento das famílias de baixa renda", complementa.

Segundo Viviane, a mudança desse cenário dependerá da recuperação do mercado de trabalho, do controle da inflação e da redução das incertezas, em um ano "que se inicia com surto de Ômicron e influenza e termina com as eleições".

As avaliações dos consumidores sobre a situação atual se mantiveram relativamente estáveis. Com relação às expectativas para os próximos meses, o indicador que mais influenciou o índice foi o que mede as expectativas sobre a situação econômica nos próximos meses.

Entre as faixas de renda, houve melhora para os consumidores de menor poder aquisitivo (até R$ 4.800) e piora para as famílias com renda acima de R$ 4.800, com destaque para as famílias com renda acima de R$ 9.600. Com relação às famílias de mais baixa renda (renda até R$ 2.100,00), houve expansão de 5,4 pontos na confiança, o segundo movimento positivo.

A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.465 domicílios com entrevistas entre os dias 1º e 22 de janeiro.

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